Demora para atendimento no Pronto-Socorro Jardim Rio Branco, em São Vicente, é alvo de denúncia (Divulgação/Prefeitura de São Vicente) Dezenas de pessoas precisaram esperar por horas até serem atendidas no Pronto-Socorro Jardim Rio Branco, na área continental de São Vicente, litoral de São Paulo, durante a tarde e noite de segunda-feira (11), segundo uma das pacientes. De acordo com ela, que preferiu não se identificar, havia crianças, idosos e pessoas com dificuldade para andar entre as pessoas que aguardavam atendimento. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ela afirma que chegou na unidade de saúde às 16h10 para tratar dores no estômago, náuseas e febre. Após ser atendida, foi embora às 20h20, totalizando pouco mais de quatro horas. Apesar disso, houve pessoas que esperaram por mais tempo, segundo ela. “Ela só me passou medicação para casa. Tinham pessoas lá que chegaram às 13h e saíram junto comigo”. A paciente descreveu, ainda, que havia um informativo com a quantidade, e quais médicos estariam trabalhando no plantão norturno. Mas, de acordo com uma outra paciente, as informações não condiziam com a realidade. "No papel estava escrito três (médicos). Porém, creio que se realmente tivessem três, não demoraria tanto o atendimento". Ainda de acordo com ela, uma criança com aproximadamente dois anos de idade chegou ao Pronto-Socorro vomitando, mas não a adiantaram na fila de espera de atendimento. “É um descaso o que eles fazem. Eram muitas pessoas. A moça chamava de 10 em 10 pessoas para entrar, mas só a cada duas horas. Muitos desistiam e iam embora”. E desabafou: “Me senti humilhada. Eles não deixavam a gente nem perguntar o porquê de tanta demora”. Segundo uma das pacientes, a quantidade de médicos no plantão não estava de acordo com o papel informativo na unidade de saúde (Arquivo pessoal) O que diz a Prefeitura Em nota, a Prefeitura de São Vicente informou que o tempo de espera mencionado no Pronto-Socorro do Rio Branco, "gerenciado pela organização social Irmandade da Santa Casa de São Bernardo do Campo", ocorreu devido à necessidade de um dos profissionais prestar suporte a uma demanda externa, acompanhando um paciente na realização de exames, de forma momentânea. "Ainda assim, durante todo o período, a unidade manteve seu fluxo de atendimento dentro da média habitual, com aproximadamente 500 atendimentos diários, sempre respeitando os protocolos estabelecidos de classificação de risco. Todas as prioridades, inclusive a criança mencionada, foram devidamente atendidas, conforme os critérios médicos", diz a nota. Ainda segundo a Administração, sobre a senhora citada, "a Sesau esclarece que a mesma procurou a unidade para solicitar um exame de ultrassonografia para outra pessoa. Na ocasião, foi orientada a levar o paciente para avaliação médica presencial, o que é imprescindível para qualquer encaminhamento adequado. O Pronto-Socorro Rio Branco não realiza exames de ultrassonografia. Neste caso, o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde do seu bairro". A Sesau reforçou, ainda, que o atendimento na unidade já está normalizado.