Terceira fase do Veículo Leve sobre Trilhos ligará as áreas Insular e Continental de São Vicente (Alexsander Ferraz/ AT) A Área Continental de São Vicente, no litoral de São Paulo, aguarda a conclusão da terceira fase do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligará a Estação Barreiros ao Samaritá e promete transformar a mobilidade urbana na cidade da Baixada Santista. Serão beneficiadas cerca de 150 mil pessoas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), responsável pelas obras de recuperação dos trechos ferroviário e viário, ciclovia e passarela de pedestres da Ponte A Tribuna, o escopo do contrato contempla recuperação da mesoestrutura (parte intermediária) da ponte ferroviária, execução dos blocos da ciclovia e passarela de pedestres e da fundação dos muros de contenção no lado Barreiros. “Os trabalhos contam com um efetivo de 220 empregados em média, por dia, em execução contínua, com avanço dos serviços em 72%”, afirma a empresa, em nota. As obras, sob gestão da companhia, têm investimento total de R\$ 222 milhões. O prefeito Kayo Amado (Pode) afirma que o prazo para início da operação segue valendo: segundo semestre de 2028. “O VLT para a Área Continental é uma prioridade desde que a gente assumiu a Prefeitura. Fui atrás do Governo Estadual para deixar claro que, se havia uma prioridade para o Município, era a extensão dessa linha. Coloquei engenheiros para tratar disso e, hoje, a gente consegue ver uma obra saindo sem grandes problemas”, explica. A terceira fase do VLT prevê a extensão à Área Continental com 7,5 quilômetros de trecho ferroviário. A região ganhará quatro estações: Ponte Nova, Quarentenário, Rio Branco e Samaritá. “As obras ocorrem durante a madrugada e têm evoluído com muita intensidade. Esse vai ser um ano estratégico”, reforça Amado. Desvio O prefeito explica que será feito um desvio da parte rodoviária: os carros vão passar por cima do tablado onde, no futuro, serão instalados trilhos. “A ponte será macaqueada (erguida) para ficar no mesmo nível dos trilhos. Esse vai ser um ano no qual as pessoas vão sentir realmente a intervenção da obra. A ponte vai ter todo um reforço estrutural muito maior para que o VLT possa passar.” O prefeito vicentino acredita que, no primeiro semestre deste ano, serão fechadas as contratações para tirar as quatro estações do papel. “Existe uma questão, se vai ser por uma obra pública ou privada inserida dentro do contrato de concessão. É uma decisão de projeto.” Ciclovia Kayo Amado reforça a importância da celeridade nas obras e, especialmente, na execução da ciclovia. “Desejamos que ela pudesse ser feita como parte do primeiro dia do cronograma de obras. Com isso, a gente conseguiria dar uma segurança viária para muitos ciclistas, trabalhadores, estudantes, que se deslocam ali, por toda a Área Continental até o Centro da Cidade.”