De janeiro a novembro, segmento comercial teve saldo de 354 empregos. Em 2025, ICMS no setor gerou R\$ 110,7 mi à Prefeitura (Vanessa Rodrigues/AT/Arquivo) São Vicente, a primeira cidade do Brasil, completa nesta quinta-feira (22) 494 anos e tem como um de seus símbolos a atividade comercial, cuja importância é traduzida em números. De acordo com a Prefeitura, somente no último trimestre de 2025, foram abertas 280 empresas na Cidade — ao longo do ano passado, 9.219. A arrecadação em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 2025 somou R\$ 110,7 milhões. Além disso, o setor teve saldo positivo de 354 postos de trabalho entre janeiro e novembro de últimos, fruto de 5.581 admissões e 5.227 desligamentos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Governo Federal. “O eixo Centro-Praia é o maior polo gerador de empregos da Cidade. Por meio do programa São Vicente de Cara Nova, temos investido na revitalização urbana. Isso, somado a legislações mais modernas, trouxe de volta a confiança do empresariado, de modo que o centro comercial da Cidade está se reerguendo com força, algo que movimenta toda a economia”, afirma o secretário municipal de Comércio, Indústria e Negócios Portuários, Fernando Paulino. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de São Vicente, Silvio Lousada, classifica o comércio do centro de São Vicente como a “Rua 25 de Março (tradicional reduto de comércio popular em São Paulo) vicentina”. “No último levantamento que realizamos na Rua Martim Afonso, verificamos que passam por lá cerca de 50 mil pessoas diariamente. O comércio é pujante porque concentra todos os produtos desejados pelo consumidor, com variedade e preços baixos.” O presidente da Associação Comercial de São Vicente (ACSV), Paulo Cesar Carvalho, vai na mesma linha. “Há décadas, o comércio vicentino assumiu esse protagonismo, com variedade de mercadorias, preços bons e atendimento eficaz. Ele veio, também, com o incentivo do Poder Público”, observa. Segundo ele, a associação tem acompanhando de perto as decisões para incentivo ao comércio local, como revitalização de coberturas e calçadas. “O corredor comercial de São Vicente se estende também para a Área Continental, que tem recebido grandes lojas, bancos e rede de supermercado.” Exemplo Um exemplo da força do comerciante vicentino está localizado na Rua Campos Mello, 219, no Centro. Ali, Donizetti Teixeira Tavares mantém vivo, há mais de 50 anos, o ofício iniciado por seu pai. Seu comércio é especializado em molduras para quadros e materiais para artesanato. “Passei por muitas mudanças no ramo, mas o comerciante tem que ser persistente para seguir adiante”, ensina, com a sabedoria de quem mantém uma relação duradoura com sua clientela. “A nossa relação com os clientes é a melhor possível. Tem gente que vem até na hora do almoço só para falar conosco. Porque aqui o dono é quem está no balcão.”