Moto aquática navegando próximo à faixa de areia, entre banhistas, na Praia dos Milionários, em São Vicente, por volta de 16h30 deste sábado (22) (Reprodução/Arquivo pessoal) Uma moto aquática trafegou próximo à faixa de areia, na Praia dos Milionários, em São Vicente, no litoral de São Paulo, na tarde deste sábado (22), colocando banhistas em risco. A prática irregular foi denunciada por um morador que estava no local à Capitania dos Portos do Estado de São Paulo (CPSP). (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Tribuna teve acesso ao vídeo gravado pelo banhista. As imagens mostram um piloto conduzindo a embarcação no mar, com um passageiro a bordo, próximo à faixa de areia, em uma área repleta de banhistas, inclusive crianças. Segundo relatou o banhista, que não será identificado, a embarcação pertenceria ao serviço de “banana boat” que opera no local. -Banhista moto aquática (1.489626) Em nota, a Marinha do Brasil (MB), por meio da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), informou que “após recebimento da denúncia, uma equipe foi direcionada ao local para buscar informações que permitam identificar a moto aquática e o condutor envolvidos no ocorrido, a fim de iniciar o processo administrativo cabível”. A Capitania esclareceu ainda que “o tráfego de qualquer embarcação a motor, incluindo as motos aquáticas, a menos de 200 metros da linha de arrebentação das ondas é proibido, estando o condutor passível de ser autuado com base no Art. 23 do Decreto nº 2.596/98 (RLESTA), podendo receber multa e ter sua habilitação suspensa”. A CPSP informou ainda que a população pode denunciar irregulares no tráfego aquaviário por meio do telefone 185 ou pelo número (13) 3221-3455, 24 horas por dia. “Cabe ressaltar a importância de imagens com o número de inscrição da embarcação envolvida (equivalente à placa dos veículos) para auxiliar na apuração dos fatos”. Já a Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Defesa e Organização Social (Sedos), informou que "realiza o monitoramento da região. Todas as demandas dessa origem são encaminhadas à Capitania dos Portos, para que sejam tomadas as medidas cabíveis. O proprietário do equipamento, caso esteja realizando atividade comercial, será penalizado pela Secretaria de Comércio, Indústria e Negócios Portuários (Secinp)".