Alunos denunciam presença de aranhas e problemas na Escola Estadual Antônio Luiz Barreiros, em São Vicente (Arquivo pessoal) Uma espécie exótica de aranha, considerada invasora, foi flagrada por alunos ao lado de uma sala de aula na Escola Estadual Antônio Luiz Barreiros, no bairro Japuí, em São Vicente, litoral de São Paulo. A situação gerou preocupação entre os estudantes, que relatam risco à segurança, além de diversos outros problemas estruturais dentro da unidade escolar. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O registro da aranha foi feito por um estudante do Ensino Médio em Tempo Integral, que preferiu não se identificar. Nas imagens enviadas à reportagem de A Tribuna, é possível ver teias extensas e uma aranha de grande porte próxima à entrada da sala. O aluno conta que precisou fechar a porta rapidamente para evitar que o animal entrasse na sala, onde estavam outros colegas. De acordo com o biólogo Rafael Silva, pelas características visíveis no vídeo, a aranha aparenta ser da espécie Nephilingis cruentata, conhecida popularmente como “Maria-bola” ou “aranha do telhado”. “É uma espécie africana. Ela é conhecida por fazer teias resistentes e, apesar de ter toxina para imobilizar presas como insetos e até pequenos morcegos, não oferece risco significativo aos seres humanos, desde que não seja manipulada”, explica. No relato de outro aluno, é possível saber que a situação vai muito além da presença das aranhas. “A escola está cheia de teias de aranha, os ventiladores estão quebrados, as salas estão sujas. É um ambiente crítico para quem estuda aqui. Já tentamos falar com a direção, mas não tivemos retorno. Estamos pedindo ajuda para estudar com dignidade”, desabafou. O primeiro estudante denunciou problemas na merenda. “O arroz estava duro, sem condições de comer. Teve gente passando mal. O lixo vive cheio porque muita comida é descartada. As salas são imundas, parece que ninguém limpa. É difícil aguentar nove horas aqui nessa situação”, relata. A presença das aranhas em locais altos e pouco movimentados, como os corredores e próximos ao telhado, é comum. No entanto, em uma escola, isso representa risco e falta de manutenção adequada. “Mesmo que a espécie não seja agressiva, pode causar acidentes se alguém tentar se aproximar ou tocá-la”, afirma o biólogo. Vale destacar que elas também são comuns no restante do litoral de São Paulo. Posicionamento A Diretoria de Ensino de São Vicente informou que a limpeza da unidade é realizada constantemente pelos funcionários da empresa contratada. Os serviços de dedetização e desratização foram realizados no inicio do ano e estão dentro do prazo de validade, mas a equipe gestora vai solicitar uma nova dedetização. Segundo a pasta, existem dois ventiladores por sala e todos estão funcionando e com a manutenção em dia. Por fim, afirmaram que a Diretoria de Ensino e a gestão escolar estão à disposição para prestar esclarecimentos aos responsáveis.