A cobrança de consumação mínima aconteceu em quiosque na Praia do Itararé, em São Vicente (Arquivo pessoal) Uma moradora de São Vicente, no litoral de São Paulo, denuncia ter sido constrangida após ser informada, somente depois de já estar sentada, sobre a exigência de consumo mínimo para permanecer em um quiosque da Praia do Itararé. Segundo o relato, o valor cobrado de consumação mínima pelo ambulante varia de R\$ 50 a R\$ 150, sem qualquer aviso prévio ou sinalização visível. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a aposentada Jaqueline Teixeira Cruz, de 60 anos, o episódio ocorreu no sábado (3), quando ela estava com a irmã e familiares que visitavam a cidade da Baixada Santista. O grupo estava com guarda-sol e cadeiras próprias quando foi abordado por um quiosqueiro, que ofereceu mesas de forma cordial. “Ele não falou em consumação mínima em momento algum. Pedimos duas águas e, com o tempo, ele começou a ser inconveniente a todo instante perguntando se estava tudo certo”, relata Jaqueline. Segundo ela, após cerca de uma hora, o funcionário informou que o grupo precisaria consumir mais para continuar no local ou deixar o espaço. “Uma hora disse ser R\$ 50,00 e, depois, R\$150,00”, afirma. A moradora questionou a cobrança e chamou o dono do estabelecimento, que confirmou as exigências. Diante da situação, o grupo deixou o local, pagando apenas pelas duas águas consumidas. O que diz a Prefeitura A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Comércio, Indústria e Negócios Portuários (Secinp), informou que não havia recebido, até então, a denúncia mencionada na reportagem. No entanto, esclareceu que, conforme orientação do Procon, é permitida a cobrança pelo uso de cadeiras e guarda-sóis, desde que não haja imposição de consumação mínima. A Administração Municipal ressaltou ainda que, quando há consumo no local, é proibida qualquer cobrança adicional pelo uso do mobiliário. Segundo a Prefeitura, a exigência de consumação mínima ou cobranças não informadas previamente configuram-se como irregularidades. De acordo com a Administração Municipal, a Secinp “realiza fiscalizações rotineiras nas praias, com o objetivo de coibir práticas irregulares”. Denúncias devem ser formalizadas junto à Ouvidoria para que as providências cabíveis sejam adotadas. Serviço Canais da Ouvidoria de São Vicente: Presencial: Rua Frei Gaspar, 384, sala 7, Centro Telefones: (13) 3579-1325 / (13) 3579-1326 / 162 Site: saovicente.eouve.com.br Aplicativo: eOuve (Android)