Segunda linha do Veículo Leve sobre Trilhos opera desde o dia 1º (Alexsander Ferraz/AT) Completada nesta segunda-feira (8) uma semana da circulação da segunda linha do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre as estações Conselheiro Nébias e Valongo, em Santos, um desafio é manter a linha férrea livre de veículos. Apesar de ser proibido parar e estacionar nos trilhos das 8 às 16 horas e haver sinalização com placas no percurso, a Prefeitura afirma que, em sete dias, autuaram-se os donos de 57 veículos, com sete guinchamentos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Reportagem constatou o problema enquanto entrevistava passageiros do VLT. No primeiro trem, de uma estação para outra (Poupatempo-Mauá), foi preciso esperar cinco minutos para que um motorista removesse o carro do caminho. Em outro VLT, também de um ponto de parada ao seguinte (Mauá-Valongo), mais duas paradas. Somadas, as interrupções nas duas viagens levaram cerca de dez minutos. A segunda etapa do VLT está em operação assistida, das 9 às 15 horas e, até dia 15, com viagens gratuitas nessa linha. A maioria dos passageiros ouvidos por A Tribuna aprovou o serviço, mas houve quem considerasse as viagens lentas. Por exemplo, o autônomo Domingos José de Souza, de 66 anos, avaliou que o modal “está excelente” e que utiliza o transporte diariamente. O vendedor William Faustino, de 36, viu benefício, mas apontou que o veículo está “bem devagar” nesta fase inicial. Para o aposentado José Jácomo, de 77, há paradas demais no trajeto e dúvidas sobre o traçado. Aparecida Fratucci, de 66, considerou o deslocamento mais prático, apesar dos semáforos. O açougueiro José Adalto, de 37 anos, contou ter reduzido o tempo de viagem ao combinar ônibus e VLT. O aposentado José Silva, de 73, avaliou como longas algumas distâncias entre paradas, mas elogiou a rapidez diante do trânsito. Vitalina Batista, de 79 anos, afirmou que, para pessoas com dificuldade para andar, o VLT “é maravilhoso”, com acesso fácil. O analista de sistemas Daniel Rodrigues, de 41 anos, usou o VLT pela primeira vez por curiosidade e acompanhado da filha, pois ambos estão de férias. O garçom José Roberto, de 64 anos, opinou que o trem é mais rápido que o ônibus: fez em uma hora uma viagem na qual levava duas. A estudante Lucimara Prado, de 56 anos, afirmou utilizar o VLT desde semana passada para ir ao curso no Centro e para passear, destacando o ar-condicionado e a possibilidade de observar a Cidade. Segundo a Viação Piracicabana, empresa do consórcio BR Mobilidade, “os dados operacionais ainda não refletem a operação em sua totalidade”, e a fase assistida é essencial para entender hábitos e aprimorar o serviço. A companhia informou notar “boa aceitação do público” e promoveu ações de segurança, com mímicos orientando pedestres e motoristas nas paradas. O número de viajantes na primeira semana não foi informado.