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Quarta-feira

23 de Outubro de 2019

Viaduto da Nossa Senhora de Fátima está com cronograma dentro do prazo, diz prefeito

Estrutura integra a 3ª fase da Nova Entrada de Santos, que tem investimento orçado em R$ 76 milhões e, segundo a administração, será entregue em julho de 2020

Uma das principais obras que integram a série de intervenções do programa Nova Entrada de Santos, o viaduto que vai ligar as avenidas Nossa Senhora de Fátima e Martins Fontes está com os serviços dentro do planejado. A Tribuna On-line esteve no local junto com o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), além de Wagner Ramos, gerente do programa, e do coordenador de engenharia da Terracom, Márcio Brittes.

Nos primeiros meses de serviços, uma nova rede de drenagem foi instalada no subsolo da Nossa Senhora de Fátima. Até o momento, 90 de 136 estacas foram fincadas no solo, para dar suporte a toda estrutura do viaduto, que terá 395 metros de extensão. A construção integra a 3ª fase da Nova Entrada de Santos, que tem investimento orçado em R$ 76 milhões e, segundo a administração, será entregue em julho de 2020.

Em entrevista, Paulo Alexandre explicou em detalhes os procedimentos já realizados, as dificuldades encontradas, além dos benefícios que o viaduto trará à rotina não somente de santistas, mas de munícipes de toda a Baixada Santista. “Todas as etapas estão sendo cumpridas dentro do nosso cronograma. E temos a previsão de que ele esteja operando no ano de 2020”.

O prefeito garantiu que, após a entrega de todas as obras que fazem parte do programa, o problema de enchentes e alagamentos na entrada da cidade será resolvido.

Obras estão sendo acompanhadas diariamente pela administração (Foto: Nirley Sena/AT)

AT – Como está o andamento da obra do viaduto da Nossa Senhora de Fátima?

Paulo Alexandre Barbosa – É uma obra importante, a obra viária mais importante dos últimos 50 anos na cidade, e está sendo construída conforme o cronograma. Estamos em uma fase de fazer toda a fundação de estaqueamento, de toda a base que dá sustentação ao viaduto. No trecho da Nossa Senhora de Fátima, estamos passando para a fase seguinte da obra, que já condiz com a questão da estrutura, enquanto estamos na fase de fazer a formação e estaqueamento na Martins Fontes. Todas as etapas estão sendo cumpridas dentro do nosso cronograma. E temos a previsão de que ele esteja operando no ano de 2020.

AT – Há uma grande expectativa da população a respeito da construção do viaduto. Essa é uma expectativa também da administração?

PAB – Sem dúvida. Vamos ter uma integração com esse viaduto, que serve para o deslocamento entre Santos e São Vicente todos os dias. Para a Zona Noroeste, que é uma área extremamente populosa, a mobilidade ficará facilitada com esse conjunto de obras. A conexão com São Vicente será importante, pelo número de deslocamentos que temos diariamente. Por isso que é uma das etapas mais aguardadas dentro desse conjunto de obras. Além desse viaduto, no ano que vem, nossa previsão é realizar a entrega de mais três viadutos, totalizando os quatros viadutos que fazem parte do projeto da Nova Entrada de Santos.

AT – Até o momento, quais as dificuldades encontradas? 

PAB – Devido à complexidade da obra, a mais relevante do ponto de vista viário nos últimos 50 anos, evidente que há uma série de interferências com concessionárias de serviço. Estamos fazendo obras em locais que estão há 80 anos sem nenhum tipo de intervenção. Por exemplo, o mapeamento de tubulações da Sabesp. Muitas vezes, o que está descrito no projeto não é aquilo que é encontrado quando a obra é executada. Isso exige novas intervenções, adaptações, para que a obra possa prosseguir.

Fiação da CPFL, de empresas de TV a cabo e telefonia. Todas elas tiveram que ser convocadas pela prefeitura, onde exigimos modificações. Fizemos intervenções nessas redes, e isso impacta diariamente no cronograma da obra. Além, claro, da condição climática. Como o solo de Santos não é favorável para a realização desse tipo de obra, onde estão cravando estacas a 42 metros de profundidade, é óbvio que sempre há novidades. Mas, estamos trabalhando e fazendo gerenciamento diariamente. É uma prioridade absoluta do nosso governo, e vamos fazer essas entregas para a população.

O mais difícil já foi feito. O mais difícil foi começar a colocar isso para ser executado. É um sonho antigo da população, uma necessidade antiga. Nós tivemos o foco necessário e dedicação para tirar do papel, e hoje estamos executando. Estamos na melhor parte. Quando vemos uma obra importante para que a cidade melhore, além da vida das pessoas, queremos que ela não fique somente no papel. Estamos vendo que as coisas estão acontecendo, vamos trabalhar para que o cronograma seja cumprido o mais rápido possível, para que a população se beneficie dessa intervenção.

Além do viaduto, local receberá nova rede de drenagem (Foto: Cássio Lyra/AT)

AT – Nos últimos meses, tivemos dias com chuvas intensas na Baixada Santista. Isso atrapalhou os serviços?

PAB – Quando estabelecemos um cronograma de obra, já realizamos uma previsão com a questão das condições climáticas. Evidente que se o número de dias com chuva exceder o previsto, isso pode gerar um impacto na obra. Mas, isso está dentro do planejamento. Hoje, o cronograma está sendo cumprindo mesmo com dias chuvosos. Como está sendo feita uma escavação muito profunda, quando chove, isso compromete o trabalho do bate-estaca. Estamos procurando avançar nos períodos secos que determinamos. A expectativa é que tenha uma melhora no tempo, e que isso nos dê condições de evoluir com ainda mais rapidez nas obras.

AT – A Nossa Senhora de Fátima é uma avenida que tem diversos pontos de alagamento e enchentes. Com as novas construções, esse problema será resolvido?

PAB – Estamos em um trecho [da Nossa Senhora de Fátima] que é o pior em termos de alagamento e acúmulo de água. Estamos prevendo, dentro do projeto da prefeitura, uma estação elevatória e um piscinão, um espaço de retenção para acumular a água da chuva, e a estação servirá para fazer o bombeamento da água em direção ao Rio Lenheiros, evitando, assim, o acúmulo na região. Isso está dentro do projeto da prefeitura, e está sendo executado pelo Governo do Estado.

Quando esse conjunto de obras estiver concluído, a questão dos alagamentos estará resolvida. Vamos resolver essa questão. É importante ressaltar que não é somente uma obra, mas, sim, o conjunto de obras que vai permitir solucionar o problema. Não é admissível que a entrada da nossa cidade tenha essa situação de caos. Com o viaduto e os novos acessos, vamos entregar uma entrada da cidade à altura do que Santos merece e toda a Baixada Santista.

AT – O viaduto ajudará a melhorar o trânsito na entrada da cidade?

PAB – Nosso objetivo é eliminar todos os tempos semafóricos. Vamos eliminar esse conflito que existe na entrada da cidade. Com os viadutos, não teremos a necessidade de semáforos. Isso vai garantir fluidez de trânsito, mais rapidez, mais qualidade de vida para as pessoas. As famílias vão ficar mais juntas, filhos perto de pais, dentro de casa. Será um grande diferencial. A qualidade de vida, que é um grande patrimônio da cidade, estará ainda melhor com essas obras que estamos realizando, colocando Santos em um outro patamar.

AT  Conte mais detalhes a respeito da estrutura do viaduto

PAB – O viaduto será a primeira imagem que as pessoas verão ao chegarem à cidade, e é importante que tenham uma boa impressão. Certamente, será um cartão postal da cidade de Santos. Trata-se de um viaduto em curva. Um projeto arquitetônico arrojado, com iluminação em LED na parte interna, para que as pessoas possam visualizar com facilidade no período noturno. Será uma verdadeira obra de arte que vamos entregar, e isso é importante. A cidade levou um tempo significativo para executar essa obra, e é importante que ela seja feita da melhor forma possível, com a máxima qualidade, com tudo que há de melhor em termos de tecnologia de construção civil. É dessa maneira que estamos tocando essa obra, com o que há melhor em termos de projeto e execução no Brasil, e será uma boa referência.

AT – O viaduto da Nossa Senhora de Fátima terá um nome?

PAB – Isso ainda será avaliado. O foco principal é entregar a obra. E vamos ter mais viadutos para escolher o nome, mais quatro, além da ponte sobre o Rio São Jorge. Então, teremos cinco obras que devem ser nomeadas daqui para frente, até suas entregas.

Segundo a prefeitura, 90 de 136 estacas já foram fincadas no solo, a 42 metros de profundidade (Foto: Cássio Lyra/AT)
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