[[legacy_image_348336]] Cimento, areia, pedras, ferro e o amor em muitas mãos que desempenham o trabalho. Essa é a receita para a produção das famosas e tradicionais muretas de Santos, feitas na Ecofábrica da Cidade, ao lado da Prefeitura Regional da Zona Noroeste, no Chico de Paula. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O coordenador da Ecofábrica, o artista plástico Anderson Camargo, diz que são produzidas, em média, 150 muretas sob demanda. Quatro funcionários, um deles em ressocialização, integram uma equipe “muito focada”. [[legacy_image_348337]] Na Ecofábrica, a produção de uma peça de mureta dura cerca de 35 minutos, entre ferragens, preparação do concreto, molde e retirada do molde. Pensando na preservação ambiental, a Ecofábrica desenvolve um projeto para que, “em vez de de usarmos areia (para a produção das peças), estamos querendo utilizar plástico. Nós temos muito plástico, e eu acho que vai ser uma forma de fazer uma mureta sustentável. Com isso, a Cidade também ganha. São menos resíduos indo para o lixo.” [[legacy_image_348338]] HistóricaA ideia da construção das muretas surgiu na época da Segunda Guerra Mundial, para ajudar na recuperação econômica da Cidade. Em 1941, com a construção da Avenida Saldanha da Gama, na Ponta da Praia, o projeto começou a ganhar forma, como item decorativo e de proteção de pedestres à beira-mar. O projeto foi apresentado pelo chefe do Departamento de Obras Públicas da Prefeitura na época, Carlos Lang, aprovado em 1943 e teve construção iniciada em 1945. Não se conhece o autor do desenho das peças. No cotidianoDo Canal 1 ao 7 e em fotos e vídeos, as muretas estão presentes no dia a dia santista. Há quem tenha esse marco tatuado na pele ou o reproduza em produções artísticas. As muretas também estão presentes nos totens que vêm sendo instalados em bairros. Foram projetados por Anderson Camargo e contam com material reciclável na fabricação. “Ele (totem) tem um coração, para representar o ‘eu amo Santos’, e tem essa representação (das muretas) que, hoje, é o símbolo da Cidade”, diz Camargo.