Varejista santista fica mais confiante

Segundo Fecap, otimismo melhorou 11% neste mês, sobre janeiro; retomada do auxílio aumenta expectativa para os próximos meses

A confiança do varejista santista cresceu 11,47% neste mês, na comparação com janeiro, segundo o Índice Fecap de Expectativa nos Negócios. O número é calculado pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) com lojistas do Estado.

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De acordo com o Ifecap, Santos teve índice de 124,47 pontos em fevereiro contra 111,67 de janeiro. Entre as dez regiões avaliadas, foi a maior pontuação do mês. Santos também foi a única cidade com melhor situação neste ano, quando comparado com o mesmo período do ano passado, entre as regiões pesquisadas: aumento de 2,93% sobre 2019.

O alto fluxo de turistas para a Baixada Santista, mesmo com as imposições da pandemia, é um dos fatores que explicam o aumento da expectativa do empresário, aponta a Fecap. No Carnaval, mesmo sem ponto facultativo, mais de 220 mil veículos vieram para o Litoral, segundo a Ecovias.

No Estado, houve alta de 1,56% para este mês, quando comparado com janeiro. O índice geral registrou 112,92 pontos na série, sem ajuste sazonal. Em relação a fevereiro de 2020, houve queda de 13,25%.

Os resultados do Índice Futuro no Estado, que registra as expectativas dos empresários para os próximos três meses, apresentou alta de 4,23% neste mês, na comparação com fevereiro, registrando 133,72 pontos. 

Expectativa com auxílio

O número positivo foi puxado pela expectativas nas vendas (alta de 4,93% sobre janeiro). A aposta em encomendas futuras tiveram uma alta de 3,5% neste mês sobre janeiro.

Segundo o economista do Instituto de Finanças Fecap, Allan Silva de Carvalho, a confiança reflete a expectativa de um novo auxílio emergencial, que pode alcançar 40 milhões de informais e desempregados.

“Uma nova injeção de dinheiro é a expectativa, não somente de empresários, mas de milhares de famílias que vivem na linha da pobreza. A maior preocupação é de que, mais uma vez, o governo invista em política de consumo artificial sem pensar no longo prazo. As contas públicas se agravam e continua a falta de políticas de geração de empregos”, diz.

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