[[legacy_image_231964]] Na última semana, cerca de 5,8 milhões de doses de vacinas bivalentes chegaram ao Brasil. Países como a China, que não adotou a aplicação do novo imunizante contra a covid-19, estão sofrendo com altas de casos, internações e mortes. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O Ministério de Saúde informou, em nota, que outras 13,8 milhões de doses estão previstas para chegar ao País ainda em dezembro. Contudo, a distribuição dos imunizantes aos estados só começará após a avaliação e análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS). A pasta reforçou que, mesmo diante da chegada das vacinas bivalentes, as doses disponíveis atualmente nas salas de vacinação de todo Brasil são eficazes e protegem contra casos graves de covid. O infectologista Roberto Focaccia explica que a diferença entre os imunizantes que estão disponíveis para a bivalente está no combate ao vírus. “A vacina ainda disponível em vários estados e municípios contém como agente imunizador o antígeno, somente o componente da variante ômicron”. “Enquanto isso, a nova vacina tem, além dessa variante ômicron, também as duas subvariantes, B.4 e B.5, que surgiram posteriormente. Estas são melhores, mas a outra ainda pode oferecer muita proteção e não deve ser desprezada”, explica. O especialista opina que a vacina bivalente deve ser priorizada para pessoas dentro do grupo de risco, afinal o imunizante disponível também oferece uma proteção ideal. “Ambas podem oferecer uma excelente cobertura vacinal, e a bivalente uma proteção a mais, especialmente para pessoas de alto risco”. Em comparação com a China, Focaccia diz que ainda é cedo para dizer se um cenário semelhante pode ocorrer no Brasil. “Estamos apreensivos com a epidemia da China porque podem surgir novas variantes e chegar ao Brasil. Nem sabemos ainda se esse surto na China não decorre de outras variantes mais agressivas”. O diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia Leonardo Weissmann afirmou que para tomar o imunizante, há uma recomendação. “A vacina bivalente foi aprovada como vacina de reforço. Para que as pessoas a recebam, é necessário ter a imunização em dia, ou seja, ter tomado todas as doses com as vacinas atualmente disponíveis”. “Enquanto o vírus estiver circulando, sempre existe o risco do surgimento de novas variantes, mais transmissível e que podem escapar da resposta imune, levando a uma nova onda de casos. Daí, a importância de se manter a vacinação em dia, tomando todas as doses, além de seguir as chamadas medidas não-farmacológicas, como o uso de máscaras de proteção respiratória, evitar aglomerações, manter ambientes arejados e higienizar frequentemente as mãos”, conclui.