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Sexta-feira

23 de Agosto de 2019

Valor do almoço do trabalhador santista está acima de média nacional

Pesquisa apontou que a cidade de Santos é a 14ª mais cara da região Sudeste para almoçar fora de casa

Uma pesquisa apontou que o almoço do trabalhador de Santos está entre os mais caros da região Sudeste. A Associação Brasileira de Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) estipulou que a refeição na cidade custa, em média, R$34,90. Valor acima da média nacional, que custa R$34,84.

A pesquisa "Preço Médio da Refeição Fora” foi feita em 22 estados brasileiros e Distrito Federal entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019. Participaram estabelecimentos comerciais de 51 cidades que aceitam voucher refeição como forma de pagamento, sendo analisados cerca de 6,2 mil preços de pratos na categoria comercial, autosserviço, executivo e a la carte. A refeição considerada é composta por prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café, na hora do almoço.

Santos foi a única cidade da Baixada Santista a participar da avaliação, aparecendo no ranking estadual na 12º colocação. Já o trabalhador da capital paulista gasta, em média, R$ 34,67 para almoçar fora de casa.

A cidade mais cara para almoçar no país é Florianópolis (SC), onde a refeição custa R$43,55. Já Diadema (SP) foi avaliada como o município mais para barato para gastos com almoço, com preço médio de R$28,85, em 2018.

O estudo ainda apontou que o trabalhador optou por restaurantes com preços mais acessíveis, mas que contribuam para uma alimentação equilibrada. A maioria dos restaurantes participantes registraram um aumento na procura de produtos mais saudáveis, como verduras e legumes (55%) e sucos naturais (60%).

Reflexo

A economista Karla Simionato explica que o valor da refeição acima da média nacional pode ser atribuído ao estilo de vida do santista. “A diferença de preços pode ser justificada em virtude da população e do nível da qualidade de vida que é maior em Santos. Muitas pessoas que estão aposentadas procuram Santos para viver. A maior parte destas pessoas possui bom nível de renda e costuma comer fora. Aí entram as forças da oferta e da procura que acabam elevando os preços”, esclarece.

De acordo com a economista, a origem dos alimentos também pode afetar o bolso do trabalhador santista que opta por almoçar fora de casa. “Outra razão é que os gêneros alimentícios de forma geral são adquiridos pelos restaurantes na capital, o que os torna mais caros em virtude do frete, que acaba sendo repassado para o consumidor final”, aponta.