Valdir Alvarenga editava a revista Mirante até os dias atuais (Alexsander Ferraz/ AT) Morreu neste sábado (12), aos 74 anos, em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido neste ano, o poeta e escritor Valdir Alvarenga. Santista, criou em 1982 a revista literária Mirante — publicação que remete ao alto do Morro da Penha, onde nasceu. Seu corpo será velado a partir das 7h30 deste domingo (13), na Santa Casa de Santos, e enterrado no Cemitério da Filosofia, no Saboó, às 13h30. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Alvarenga era funcionário da Prefeitura de Santos desde 1984 e trabalhava no Centro Unificado de Artes e Esportes (CEU das Artes) do Castelo, na Zona Noroeste. Aproximou-se da literatura aos 15 anos, com a leitura de livros em uma biblioteca volante que, uma vez por semana, era estacionada diante do Cemitério da Filosofia, no Saboó. Valdir Alvarenga cursou Letras na Universidade Católica de Santos (UniSantos), mas não completou a graduação. Em 1981, integrou o movimento literário Picaré, do qual derivou a revista Mirante, ainda existente e editada em conjunto com sua mulher, Irene Estrela Bulhões, e Luiz Antonio Canuto. “São 42 anos sem patrocínio. Não faço para ganhar dinheiro, mas até que temos assinantes”, disse, em sua última entrevista — concedida para A Tribuna publicada em 3 de maio deste ano, dois dias após ter sofrido um AVC e ser internado na Santa Casa de Santos. Alvarenga também foi coordenador da Concha Acústica, no Canal 3, e criou o projeto Adote um Livro, depois fundido à iniciativa Praça da Leitura e que se transformou no atual Leia Santos. Em um de seus poemas, reproduzido na entrevista a A Tribuna, Alvarenga escreveu: “Quero amanhecer/ No cais da aurora/ Vestir minhas roupas/ De névoas e galáxias/ E libertá-las/ Da gaiola do tempo”. Casado desde 2010, Valdir Alvarenga não deixa filhos.