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Sexta-feira

23 de Agosto de 2019

UPA da Zona Leste de Santos deve abrir as portas no começo de 2020

Unidade está com 75% das obras prontas. Segundo a prefeitura, verba federal atrasou

Quase dois anos depois do previsto – e consecutivos adiamentos –, a construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Leste, em Santos, alcança a marca de 75% das intervenções concluídas. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde, que justificou o atraso no cronograma com o entrave no repasse de verba federal para a construção. A previsão é que a futura unidade de saúde funcione no início de 2020.

A nova data de entrega do equipamento foi confirmada pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), após visita técnica ao local. O encontro ocorreu na tarde de segunda-feira (12), com a presença de moradores do entorno e técnicos municipais e da Construtora Lemam, que faz a obra.

Até o novo espaço começar a funcionar, o atendimento aos pacientes ocorre, provisoriamente, à Avenida Afonso Pena, 386. 

Atraso

Os trabalhos foram iniciados em junho de 2016, com a demolição do antigo prédio que abrigou o PS da Zona Leste, com a previsão de que as intervenções fossem concluídas em 15 meses – o que não ocorreu. 

Segundo a administração santista, “houve atraso de repasses de verbas pelo Ministério da Saúde, o que exigiu mobilização da prefeitura junto a deputados federais da região e representantes da pasta para garantir o envio dos R$ 4 milhões previstos”. Procurado, o órgão federal não se posicionou sobre o atraso.

Conforme a placa obrigatória da obra, as intervenções teriam custo de quase de R$ 5,6 milhões e acabariam em agosto de 2017. Para A Tribuna, a prefeitura atualizou os números: R$ 8,2 milhões, sendo a parcela de R$ 4,2 milhões fruto de um termo de responsabilidade de medidas compensatórias firmado com uma empresa.

Esse montante financiará “os serviços ainda necessários para entrega da UPA, como elevadores-maca e sistema de gases medicinais”.

Para equipar o espaço, foi firmado convênio de R$ 1,1 milhão com a Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem). A Prefeitura diz que os processos de compra estão em andamento.

A gestão do complexo seguirá modelo terceirizado, já aplicado nas UPAs Central e Zona Noroeste e Hospital dos Estivadores. O chamamento público para contratação da organização social (OS) deverá ser lançado em setembro.

Evolução da obra

O prédio principal é o que está mais adiantado, com revestimento externo concluído. A instalação das infraestruturas elétrica, hidráulica e revestimento interno está em fase de finalização. Já o anexo 1, de apoio aos funcionários, entrará na fase de acabamento esta semana.