Missa na Catedral de Santos, pela manhã, foi presidida pelo bispo diocesano dom Tarcísio Scaramussa (Alexsander Ferraz/AT) A celebração do mistério da eucaristia (o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo) e da união da Igreja, que também é parte desse corpo. Esses são os significados da celebração de Corpus Christi, ocorrida ontem, e que teve a missa das 10 horas, na Catedral de Santos, celebrada pelo bispo diocesano dom Tarcísio Scaramussa. No entanto, havia algo de especial, por ter sido o último Corpus Christi dele à frente da Diocese, já que, em setembro, quando completará 75 anos, será substituído pelo atual bispo coadjutor dom Joaquim Mol. Para Scaramussa, porém, a situação não implica em tristeza, e sim na sensação de dever cumprido. “Cada celebração de solenidades que acontecem uma vez por ano vai sendo assim, é a última minha como bispo diocesano. Mas é uma realidade que muda em parte, porque eu deixo o governo da Diocese, mas não o ministério. Eu vou vivenciando”, afirma. Para dom Tarcísio, a mudança é tratada de forma natural. “A gente não é pego de surpresa, é a realidade da Igreja. E é bom que seja assim, que haja sempre um novo bispo, com menos idade e mais condições de realizar o seu trabalho. E nós vivemos o amor à Igreja e procuramos servir em cada momento da nossa vida”. A enfermeira aposentada Maria do Carmo Bezerra da Silva, de 64 anos, veio de Cubatão para assistir à missa. “A melhor coisa que poderia acontecer na vida do cristão é comemorar o corpo e sangue de Jesus. A gente exerce a bondade, a caridade, em sinal do amor de Deus”, resume. No entorno da Igreja Nossa Senhora Aparecida, cores e criatividade (Alexsander Ferraz/AT) Tapetes Enquanto isso, em frente à Igreja de Nossa Senhora Aparecida, 30 tapetes eram</CW><CW15> confeccionados pelos diversos movimentos, pastorais e grupo, verdadeiras “obras de arte” feitas de serragem, pó de café, tampinhas plásticas e muito amor para a passagem da procissão dos fieis, que ocorreria mais tarde. Um deles era produzida pela Pastoral da Liturgia, grupo com 50 pessoas do qual a consultora financeira Michele Dias Leite Agondi, de 45 anos, fazia parte. “Só nessa pastoral eu já estou há 22 anos. Mas cada vez é diferente. Eu tenho uma filha de 1 ano e 7 meses, e ela vem para a missa desde quando era possível vir. É isso que move os católicos, esse interesse em trazê-los para a fé cristã. A missa depois é o desfecho, com o memorial de Cristo, mas o dia todo é de alegria”, Padre da Igreja da Aparecida, Lucas Alves da Silva comemora a forte presença da comunidade, unindo das crianças aos idosos na celebração. “É a vivência da unidade. Isso nos faz irmãos, nos faz unidos. Todos colocam ali a sua criatividade, mexem no material, isso faz toda a diferença na vida social. Então isso não tem preço”. A solidariedade também ganha corpo em um tapete onde são colocadas doações destinadas às famílias atendidas pela paróquia. “A caridade que precisa sair do nosso coração”, ensina.