A construção do túnel Santos-Guarujá levará à desapropriação de alguns imóveis do Macuco (Reprodução) Moradores do Macuco, em Santos, no litoral de São Paulo, seguem mobilizados diante das desapropriações previstas no projeto do túnel Santos–Guarujá, ainda sem cronograma definido pelo Governo do Estado. A Associação Comunitária do Macuco (Acom) pede medidas por meio da deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL) e da vereadora santista Débora Camilo (PSOL). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Acom fez carta com reivindicações e alertas sobre os impactos sociais, econômicos e urbanos que recairão sobre o bairro caso as desapropriações previstas no projeto sejam confirmadas. “É um pedido de socorro”, diz a presidente da Acom, Alcione Alves Rocha. Ela explica que o principal objetivo da carta é buscar apoio político em meio à insegurança enfrentada pelos moradores. “O principal objetivo da Acom ao entregar essa carta para a deputada é um pedido de socorro. A gente precisa de toda e qualquer ajuda. Ela se dispôs a nos ajudar e nós aceitamos de bom grado”, afirma Alcione. Ela conta que, embora já tenham ocorrido conversas com autoridades, as respostas têm sido vagas: “É sempre a mesma coisa: dizem que não há projeto, que não há documento assinado, que não há detalhes para apresentar. Sempre a mesma história. A gente ainda aguarda a visita que o governador, Tarcísio de Freitas, nos prometeu”. Critérios de avaliação A líder comunitária reforça que a comunidade do bairro está aberta ao diálogo, desde que conduzido com respeito e transparência: “Toda ajuda é bem-vinda. É importante que tudo seja tratado às claras”. No documento entregue à deputada, a Acom destaca que os critérios tradicionais de avaliação imobiliária são inadequados para a realidade do Macuco, já que muitos imóveis serão completamente demolidos. A entidade defende que a indenização deve considerar o valor econômico de reposição plena, sem aplicar depreciação, o que, segundo a entidade, garantiria um recomeço digno às famílias afetadas. Outro ponto de alerta é o risco de gentrificação, especialmente pela dinâmica imobiliária de Santos, marcada por forte valorização, falta de áreas livres e pressão do mercado. A comunidade aguarda novos desdobramentos após a entrega da carta e segue pressionando por mais informações sobre o túnel Santos–Guarujá e seus impactos no bairro.