Esta região, no Marapé, é uma das embocaduras que estão planejadas para o idealizado túnel no morro (Vanessa Rodrigues/AT) Projeto nascido com a promessa de desafogar o trânsito, o túnel entre o Marapé e a Zona Noroeste de Santos continua alvo de tratativas entre Prefeitura e Governo do Estado. Deputados federais da região dizem acompanhar as discussões. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Pouco, porém, avançou. Em novembro do ano passado, o Município havia lembrado uma reunião, nove meses antes disso, entre o prefeito Rogério Santos e o governador Tarcísio de Freitas (ambos do Republicanos). Segundo a Prefeitura, Rogério explicou que o corredor viário seria integrado ao planejado túnel Santos-Guarujá e ao projeto da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes. Também destacou que o projeto básico do túnel Marapé–Zona Noroeste, desenvolvido pela Prefeitura, havia sido pré-selecionado para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), federal. Também de acordo com a Administração, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), após recomendação de Freitas, passou a estudar a viabilidade de incluir o túnel no projeto da nova Imigrantes, pois ligaria Santos e São Vicente e criaria uma terceira entrada para Santos. Procurada novamente pela Reportagem, a Prefeitura afirmou que ainda não houve avanços significativos nas conversas com o Governo do Estado. “A Prefeitura de Santos segue em tratativas com o Governo do Estado para viabilizar a construção do túnel entre as zonas Leste e Noroeste”, informou, em nota. O Governo do Estado e o DER foram procurados por A Tribuna. Em nota, o departamento informou que aguarda o encaminhamento do estudo pela Prefeitura de Santos para dar continuidade às análises técnicas. Deputados acompanham, mas veem outros projetos Deputados federais da região afirmam acompanhar os debates sobre o projeto. Rosana Valle (PL) reconheceu a obra como “uma demanda histórica” e lamentou por ainda não ter saído do papel, apesar de incluída no PAC durante o governo de Dilma Rousseff (PT, 2011–2016). A parlamentar disse já ter conversado com o governador. “Aguardamos o projeto executivo completo, que detalhe os gastos com as obras, incluindo os custos com desapropriações, e os impactos urbano e viário que o aumento do fluxo de veículos irá causar nos bairros.” O deputado Carlos Alberto da Cunha, o Delegado Da Cunha (PP), lembrou que o projeto foi uma das contrapartidas no plano de desestatização da Autoridade Portuária de Santos (APS), proposto no governo de Jair Bolsonaro (PL), não concretizado. Para ele, o túnel transformaria a mobilidade urbana regional, “consolidando uma nova rota de deslocamento intermunicipal para os veículos de passeio, conectando a saída do futuro túnel Santos–Guarujá diretamente à Rodovia dos Imigrantes via Cidade Náutica/São Vicente, priorizando a Avenida Perimetral da Margem Direita para atividade logística rodoviária do Porto de Santos”. Em nota, Da Cunha avaliou que os esforços do Estado estão voltados ao túnel Santos–Guarujá, mas que espera que o chamado Túnel do Maciço seja a próxima grande obra. Também por nota, o deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) disse acompanhar o andamento do projeto desde quando era prefeito de Santos. Embora reconheça a importância da obra, destacou que há outras prioridades, como agilizar o início das operações do segundo trecho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a expansão deste para a Área Continental de São Vicente e o leilão da concessão do túnel imerso entre Santos e Guarujá. “Superadas essas tratativas, teremos uma nova janela de oportunidades para avançar também com essa ligação tão sonhada”, declarou Barbosa.