Dom Joaquim Mol, ao lado de dom Tarcísio, na posse como coadjutor (Sílvio Luiz/ AT) A Diocese de Santos aguarda o retorno do Vaticano sobre a renúncia do bispo diocesano, dom Tarcísio Scaramussa, que completou 75 anos em 19 de setembro, conforme prevê o Cânone 401 do Código de Direito Canônico, que orienta os bispos a apresentarem o pedido de afastamento ao completarem essa idade. A confirmação oficial da Santa Sé é necessária para que o atual bispo coadjutor, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, passe a responder integralmente pela diocese. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a Diocese de Santos, “não há previsão para que dom Mol assuma oficialmente como bispo diocesano”. Assim que o pedido for aceito, dom Mol passa automaticamente a ser o novo bispo diocesano, sem a necessidade de nova nomeação ou cerimônia formal. “Bispo coadjutor já é com direito à sucessão. Não haverá uma missa de posse, pois ela já aconteceu com dom Mol como bispo coadjutor”, informou a Diocese em nota. Enquanto o Vaticano não se pronuncia, a administração da Diocese segue sob responsabilidade de dom Tarcísio, que se prepara para encerrar o período à frente da Igreja Católica na região. Após a confirmação de sua renúncia, será celebrada uma missa de despedida, ainda sem data definida. Transição natural A sucessão na Diocese de Santos vem sendo preparada desde fevereiro, quando o papa Francisco nomeou dom Joaquim Mol como bispo coadjutor. Ele tomou posse em maio e desde então atua ao lado de dom Tarcísio, participando de celebrações e visitas pastorais nas paróquias da Baixada Santista. Em entrevista concedida à A Tribuna à época de sua chegada, dom Mol destacou o propósito desse período de convivência. “O bispo que está de saída pede ao papa um bispo coadjutor, para que, em poucos meses, os dois convivendo, possam conversar muito, e o bispo que está chegando tenha a oportunidade de conhecer melhor a Diocese antes de assumir”, explicou. História recente Com a saída de dom Tarcísio, a Diocese de Santos voltará a ter dois bispos eméritos vivos, já que seu antecessor, dom Jacyr Francisco Braido, também renunciou ao completar 75 anos, em 2015. À época, o pedido foi aceito menos de um mês depois, e dom Tarcísio – então bispo coadjutor – assumiu o comando da diocese em 6 de maio daquele ano. Fundada em 1924, a Diocese de Santos abrange os nove municípios da Baixada Santista: Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.