Aposentadorias e pensões do Iprev estavam suspensas desde dezembro de 2024 em Santos (Alexsander Ferraz/ AT) O Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos Municipais de Santos (IprevSantos), no litoral de São Paulo, reverteu uma posição administrativa anterior e acolheu integralmente a reivindicação do Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais de Santos (Sindest), decidindo manter os servidores do Regime Jurídico Único (RJU) no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A decisão foi tomada pela presidência e pelo departamento jurídico do Iprev na terça-feira (25). A medida beneficia diretamente milhares de servidores estatutários não efetivos, que eram obrigados a migrar para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) - Regime Geral de Previdência Social. Segundo o presidente do Sindest, Fábio Pimentel, a reversão representa "o reconhecimento de uma campanha bem fundamentada juridicamente e amparada em mobilização do segmento". R\$ 373 milhões nos cofres públicos O fator decisivo para a mudança de posição foi a análise que comprovou o impacto financeiro da migração. O Conselho da autarquia reconheceu que a medida anterior, se mantida, causaria um aumento de R\$ 373.115.999,09 nas despesas dos cofres públicos do município. Esse valor é o custo adicional que seria necessário para cobrir a insuficiência do plano financeiro do Iprev, uma vez que a retirada dessa massa contributiva agravaria o resultado e elevaria a necessidade de aporte do Tesouro. O entendimento favorável do Iprev resultou de um estudo atuarial sugerido pelo próprio sindicato e proposto pelo diretor jurídico Carlos Augustus Mauá. Com o desfecho provisório, a decisão será agora encaminhada à Prefeitura e à Câmara Municipal para que as devidas providências administrativas e legislativas sejam tomadas, transformando a decisão cautelar em uma solução definitiva. Nos próximos dias, o Sindest planeja reunir os servidores envolvidos no processo para detalhar as informações sobre a decisão. "É algo que merece comemoração", concluiu Fábio Pimentel.