Sem fogos: Santos estuda adotar novas medidas para o Réveillon em meio à pandemia

Administração fará reuniões nas próximas semanas após decidir suspender a tradicional queima de fogos durante a virada de ano

Após o cancelamento da tradicional queima de fogos do Réveillon, em Santos, anunciado na última terça-feira (17), a prefeitura segue com estudos para adotar possíveis novas medidas durante a virada de ano.

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Como forma de evitar aglomerações, a prefeitura suspendeu a tradicional queima de fogos, citando seguir orientações de autoridades sanitárias, com foco na proteção à saúde e segurança da população.

Após a suspensão do show de pirotecnia, a Prefeitura de Santos fará, nas próximas semanas, uma série de estudos para adotar possíveis medidas para o período das festas de final de ano, além do Réveillon.

A administração irá se reunir com as secretarias e órgãos responsáveis. Especificamente para a virada de ano, serão discutidos a disposição da área da faixa de areia, além da avenida da praia, que ficam livres para a circulação de moradores e turistas durante a primeira madrugada do novo ano.

Na virada de 2019 para 2020, Santos contou com 16 minutos de queima de fogos, realizados por toda a extensão da orla, Caruara, Ilha Diana, Monte Cabrão e morros Vila Progresso e Ilhéu Alto.

Também no mês de outubro, as cidades de Guarujá, Praia Grande e Peruíbe optaram pela não realização da queima de fogos em celebração ao Réveillon. Os municípios adotaram as orientações de segurança, além de evitar a aglomeração de moradores e turistas.

'Inviável'

Paulo Alexandre já havia sinalizado a possibilidade da não realização da queima de fogos no Réveillon (Foto: Alexsander Ferraz/AT)

Durante uma transmissão ao vivo, em outubro, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) já sinalizou a possibilidade da não realização da tradicional queima de fogos, ainda em razão da pandemia da Covid-19.

“Estamos aguardando, ainda, as definições e a evolução da doença. É evidente que hoje, numa tomada de decisão, é inviável fazer qualquer tipo de Réveillon. Qualquer tipo de aglomeração, de festa, seria um contrassenso em relação a tudo o que estamos fazendo e defendendo. Então, a tendência natural é que a gente não tenha Réveillon como tivemos nos últimos anos”, comentou à época.

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