Testes do Veículo Leve Sobre Trilhos têm ocorrido diariamente, por volta do meio-dia, ainda sem passageiros. Ainda haverá operação assistida (Alexsander Ferraz/ AT) Apesar de estações erguidas, trilhos instalados e testes diários com os trens, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ainda não começou a operar na região central de Santos. Antes previsto para agosto pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o início da circulação da segunda fase do VLT, entre as estações Conselheiro Nébias e Valongo, passou a ser anunciado por ele mesmo para o segundo semestre, sem mês determinado. A ausência de uma data definida tem frustrado moradores e trabalhadores da região. “Está tudo pronto, mas nada acontece. A gente fica se perguntando se é falta de verba ou outro problema. Quando liberar, pretendo usar bastante. Venho muito para o Centro, e vai facilitar bastante”, afirma o aposentado Carlos Benassi, de 74 anos. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Para quem trabalha no Centro, a espera tem impactos diretos. “O processo de obras fragilizou muito o comércio. Muitas lojas fecharam. Existe uma expectativa de que o VLT traga integração com o sistema de transporte urbano, especialmente com o Porto. A demora é desagradável”, avalia o arquiteto Sandy Claudio Bispo Junior, de 65 anos. A vendedora Maria Eduarda Bartalo Dias, de 18 anos, depende de transporte coletivo para se deslocar entre São Vicente e o Centro de Santos, onde trabalha, e para estudar. “Preciso do VLT para ir ao trabalho e à faculdade. Quanto antes liberar, melhor. Acho que falta uma cobrança maior da Prefeitura e do Estado. Já está demorando demais.” Em conjunto Em nota conjunta enviada à reportagem de A Tribuna, a Agência de Transporte do Estado (Artesp), a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU, em processo de extinção) e o Governo Estadual informaram que a entrega da segunda fase está sob responsabilidade da Artesp. Esta assumiu a gestão do projeto e está em tratativas com a concessionária para avançar na execução dos serviços. Em abril, a EMTU concluiu os reparos exigidos e emitiu o termo de conclusão da obra, incluindo ajustes nas calçadas, via e instalações. O novo trecho terá oito quilômetros de extensão, 12 pontos de parada e capacidade para transportar 35 mil passageiros por dia. A obra, orçada em R\$ 693 milhões, também abrange melhorias na drenagem e nas redes de esgoto ao longo do trajeto. Os testes têm ocorrido diariamente, por volta do meio-dia, ainda sem passageiros. A operação assistida, com embarques, depende da finalização dos testes de rodagem, de segurança e da instalação dos sistemas. Cobrança O prefeito Rogério Santos disse que tem cobrado o Governo do Estado a entregar a segunda fase do VLT. “Estive com o governador e com a equipe técnica, buscando esclarecimentos para que o VLT comece a operar o quanto antes”, afirmou. Em nota, a Administração reforçou que representantes da Artesp estiveram em Santos na última segunda-feira e percorreram todo o trajeto da linha junto com representantes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Na sexta-feira, como A Tribuna noticiou, o governador Tarcísio de Freitas viajou em um dos veículos em teste. Na sexta, em Santos, governador Tarcísio de Freitas (em primeiro plano) viajou num dos veículos testados (Vanessa Rodrigues/ AT)