Existem 319 prédios tortos em Santos (Vanessa Rodrigues/AT) Os famosos ‘prédios tortos’ de Santos são monitorados desde 2012 pela Prefeitura da cidade. Entre os 319 edifícios que possuem declividade na cidade, 65 deles são observados de forma especial, por terem os maiores níveis de inclinação, de acordo com a Administração Municipal. Esses edifícios estão localizados entre os canais 2 e 6, nos bairros do Gonzaga, Boqueirão, Embaré e Aparecida. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A inclinação desses prédios é resultado do “tipo de fundação utilizada há mais de 60 anos, associada às condições do solo”, afirma a Prefeitura. Primeiro levantamento oficial sobre essas edificações foi realizado entre 2012 e 2013 pela própria Administração Municipal. Após isso, a responsabilidade pelas análises de segurança estrutural e medições de desaprumo passou a ser dos próprios condomínios, conforme determina a Lei Complementar nº 441/2001, conhecida como Lei da Autovistoria. Essa legislação estabelece que todos os imóveis plurihabitacionais da cidade, sendo tortos ou não, devem apresentar periodicamente um laudo técnico assinado por engenheiro ou arquiteto habilitado e com cadastro na Prefeitura. O profissional é o responsável civil e criminal pelas conclusões do documento, que pode apontar a necessidade de obras de reparo ou manutenção no edifício. Caso sejam identificadas irregularidades ou riscos, a Secretaria Municipal de Obras e Edificações (Seobe) notifica o condomínio para que execute as intervenções recomendadas no laudo. Atualmente, segundo a Prefeitura, não há nenhum prédio inclinado em Santos interditado por risco iminente de desabamento. Parceria para enfrentar mudanças climáticas e realinhar prédios Em abril deste ano, a Prefeitura de Santos realizou uma parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para elaborar um planejamento estratégico de enfrentamento às mudanças climáticas. Um dos focos do estudo é o reposicionamento dos prédios inclinados da orla. A expectativa é que os recursos para as futuras intervenções possam ser viabilizados por meio do Fundo Clima, vinculado ao BNDES. O fundo conta com cerca de R\$ 20 bilhões e tem como objetivo financiar projetos que promovam a adaptação e mitigação dos impactos climáticos. O estudo em parceria com o banco também visa pensar a cidade em longo prazo, diante do avanço do mar, da elevação do nível das águas e de outros fatores ambientais que afetam áreas urbanas litorâneas.