Eliminação de criadouros do mosquito da dengue continua na Cidade (Vanessa Rodrigues/AT) Santos retomou nesta terça-feira (8) a terceira edição da Avaliação de Densidade Larvária (ADL) do ano, para medir o nível de infestação de larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue. A ação havia sido interrompida na semana passada devido às chuvas. O trabalho é feito a cada três meses pelo Centro de Controle de Zoonoses e Vetores. A quarta e última avaliação do ano está prevista para outubro. Por isso, não haverá mais mutirões de combate ao mosquito neste ano, mas agentes de combate a endemias continuarão diariamente nas ruas, fazendo visitas e eliminando criadouros. A ADL total da Cidade caiu de 3,4 para 2,6 entre fevereiro e maio, segundo a Prefeitura. Apesar disso, houve alta em bairros como Embaré, Boqueirão, Encruzilhada e os Morros — neste caso, de 3 para 4. Numa escala de 1 a 4, o índice de Breteau mede a incidência de larvas. O Ministério da Saúde considera ideal um índice igual ou inferior a 1; de 1 a 3,9 indica alerta; a partir de 4, risco elevado. O QUE DIZ A PREFEITURA A Prefeitura de Santos esclareceu, em nota, que os mutirões estão suspensos apenas no mês de julho, devido às atividades da avaliação de densidade larvária, e não durante o restante do ano. "Em 2025, Santos ampliou a quantidade de mutirões já superando o total de varreduras realizadas em todo o ano de 2024. A estratégia, além de eficaz do ponto de vista de eliminação dos focos com larvas de mosquito, amplia a conscientização para as ações de prevenção nos imóveis e o diálogo com a população", completa a nota. O TRABALHO Para medição da ADL, agentes coletam amostras, que são enviadas para análise laboratorial, para identificar a espécie. Ao final, se calcula o Índice de Breteau: total de amostras positivas dividido pelo número de imóveis percorridos, multiplicado por 100. A Secretaria de Saúde reforça que a ADL é essencial para ações de prevenção, mas destaca que altos índices nem sempre significam que a infecção aconteceu no local onde o morador vive. As quadras nas quais a ADL é realizada são escolhidas mediante sorteio. Na Área Continental de Santos, não há um número mínimo de imóveis por quadra para a realização do estudo: nesta área, o controle do mosquito Aedes aegypti prossegue por meio de visitas casa a casa. CASOS Neste ano, Santos contabiliza 3.490 casos de dengue, com quatro mortes, e 99 casos de chikungunya, diz a Prefeitura.