Caminho São Sebastião teve cerca de 200 moradias destruídas no dia 1o e na quinta (foto). Citam-se planos (Carlos Abelha/TV Tribuna) Após o novo incêndio de quinta-feira no Caminho São Sebastião, no Dique da Vila Gilda, no Rádio Clube, a Prefeitura de Santos disse estar elaborando um novo modelo de ocupação para a região. O projeto abrange unidades habitacionais, urbanização, saneamento e recuperação ambiental nos locais atingidos e nas comunidades da Vila Gilda e do São Manoel. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Administração afirmou buscar parcerias e verba para dar continuidade a obras na área. Entre as ações já realizadas ou em andamento, mencionaram-se a entrega da policlínica local, do Centro da Juventude, do Restaurante Bom Prato, de um campo de futebol em parceria com a Fundação Johan Cruyff e o asfaltamento de vias. Há, ainda, conforme a nota, a perspectiva de universalização do saneamento pela Sabesp. Outro destaque, segundo a administração, é a garantia de R\$ 116 milhões do Governo Federal, destinados à reurbanização da área atingida pelo incêndio do dia 1º e para novas moradias. Os pleitos que demandarão esse dinheiro já foram encaminhados à Caixa Econômica Federal. Convocação No caso das famílias afetadas, a Prefeitura informou que as 77 cadastradas no incêndio do dia 1º começarão a receber auxílio financeiro habitacional. No primeiro mês, o valor será de R\$ 1 mil (R\$ 600,00 pagos pelo Município e R\$ 400,00 pelo Estado). Nos meses seguintes, de R\$ 600, divididos igualmente entre os dois entes. A Cohab Santista publicou nesta sexta-feira (29) a convocação das famílias para entrega dos dados bancários na próxima segunda-feira. O mesmo procedimento será adotado com as famílias atingidas pelo incêndio de quinta. Após cadastro e entrevistas para comprovação de residência, haverá publicação de listas preliminares e finais e, em seguida, convocação para início do pagamento do auxílio, que será feito até a entrega das moradias previstas nos projetos habitacionais. Complexo da Zona Noroeste dispõe de acomodações a desalojados A Prefeitura de Santos continua a prestar trabalhos de apoio e cadastro das vítimas do incêndio nas palafitas do Caminho São Sebastião. Até ontem à tarde, 186 famílias, somando 357 pessoas, se declararam afetadas e foram cadastradas pelas equipes do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Rádio Clube. Afetados pelo incêndio retiram auxílios da Prefeitura e do Estado (Raimundo Rosa/Prefeitura de Santos) De acordo com a Administração, o Cras é o principal ponto de apoio para solicitação de auxílio financeiro e mais benefícios. Ali, também são distribuídos colchões, enxovais, kits de higiene e cestas básicas, doados pela Defesa Civil do Estado. “No que tange à moradia, as informações declaratórias das vítimas serão encaminhadas à Cohab Santista, responsável por articular a política pública habitacional a partir da checagem de informações”, disse o secretário de Desenvolvimento Social, Elias Júnior. A gestaõ municipal informou que o Complexo Esportivo da Zona Noroeste (antigo Dale Coutinho) está disponível como abrigo emergencial. No entanto, famílias optaram por recorrer a vizinhos, familiares ou amigos. “Esse abrigo emergencial ficará à disposição até que se encerre a lista e possamos acompanhar os impactos deste incêndio”, afirmou o secretário. Complexo da Zona Noroeste dispõe de acomodações a desalojados (Raimundo Rosa/Prefeitura de Santos) Também conforme a Prefeitura, o Restaurante Bom Prato oferece 900 refeições por até dez dias, incluindo café da manhã, almoço e jantar. Doações, como as alimentos e produtos de higiene pessoal, podem ser entregues no Fundo Social de Solidariedade (Avenida Conselheiro Nébias, 388, Encruzilhada), de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas. Outro ponto é o Centro Esportivo e Recreativo da Zona Noroeste, na Rua Fausto Felício Brusarosco, 8/120, no Castelo, de segunda a sexta-feira, das 7 às 18 horas. Pela ordem A Prefeitura ressaltou que as famílias atingidas entram no planejamento habitacional dentro do cronograma de entregas, sem prioridade no recebimento das unidades. Conforme dados oficiais, já foram destinadas 2.145 unidades para moradores de palafitas. Outras 934 estão em andamento, 1.024 têm obras prestes a começar e 2.493 regularizações fundiárias estão em curso. A Administração menciona que a ocupação em palafitas na Zona Noroeste começou na década de 1960 e ainda hoje apresenta desafios estruturais que dificultam medidas convencionais de segurança contra incêndios.