Cidade possui o melhor índice de rentabilidade do país (Alexsander Ferraz/Acervo A Tribuna) Santos, no litoral de São Paulo, é a cidade com melhor rentabilidade no mercado de locação de imóveis no Brasil. A afirmação tem como base o levantamento do Índice FipeZAP, que mede o chamado rental yield – taxa de retorno anualizada do aluguel em relação ao valor do imóvel. O indicador mostra a atratividade do aluguel em relação à compra de imóveis. Quanto maior a taxa, mais vantajosa tende a ser a locação como fonte de renda. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o índice, o município registrou 8,73% no mês de julho. O resultado coloca Santos no topo do ranking nacional, à frente de capitais como Recife (8,36%), Belém (8,35%) e Manaus (8,24%). Além disso, Praia Grande também se destacou, com rentabilidade de 8,01%, ficando entre as dez melhores colocações do país. Com o resultado, as cidades da Baixada Santista aparecem à frente de importantes polos urbanos e de investimentos, como São Paulo (6,31%) e Rio de Janeiro (5,83%). Confira o ranking das cidades mais rentáveis para se investir no Brasil: Santos (SP) - 8,73% Recife (PE) - 8,36% Belém (PA) - 8,35% Manaus (AM) - 8,24% Cuiabá (MT) - 8,11% Praia Grande (SP) - 8,01% Campinas (SP) - 7,73% São Luís (MA) - 7,72% Natal (RN) - 7,59% Ribeirão Preto (SP) - 7,45% Barueri (SP) - 7,29% Campo Grande (MS) - 7,16% Salvador (BA) - 6,94% Guarulhos (SP) - 6,80% Porto Alegre (RS) - 6,70% Maceió (AL) - 6,64% João Pessoa (PB) - 6,64% São José do Rio Preto (SP) - 6,55% Goiânia (GO) - 6,33% São Paulo (SP) - 6,31% São Bernardo do Campo (SP) - 6,24% Santo André (SP) - 6,16% Brasília (DF)- 6,12% São José dos Campos (SP) - 6,10% São José (SC) - 6,03% Rio de Janeiro (RJ) - 5,83% Teresina (PI) - 5,75% Aracaju (SE) - 5,74% Pelotas (RS) - 5,67% Florianópolis (SC) - 5,65% Joinville (SC) - 5,33% Niterói (RJ) - 5,15% Belo Horizonte (MG) - 5,12% Fortaleza (CE) - 4,64% Curitiba (PR) - 4,54% Vitória (ES) - 4,07% Contratos de aluguel cresceram mais de 50% no litoral Segundo pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), no acumulado de janeiro a julho, os novos contratos cresceram 54,08%. Só em julho, a alta foi de 46,22% em relação ao mês anterior. Reajustes contratuais e preços elevados impulsionam o aumento. De acordo com José Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP, a movimentação é resultado da dinâmica dos contratos de 30 meses, prazo padrão definido pela lei. Ao término, os proprietários reajustam os valores e muitos inquilinos não conseguem acompanhar. “O locatário devolve o imóvel, não renova o aluguel, e o proprietário, geralmente idoso ou aposentado, aceita proposta de outro interessado pagando mais. O inquilino antigo, sem condições de acompanhar, acaba indo para uma região mais barata”, explicou. A pesquisa também mostra que os imóveis mais procurados são de até dois dormitórios, com área útil de até 50 m² no caso dos apartamentos. A faixa de preço preferida ficou entre R\$ 1.500 e R\$ 2.000. Para Viana, o movimento não significa perda de poder aquisitivo das famílias, mas sim um reflexo do “aumento elevado dos aluguéis”. Além disso, Viana Neto também destaca que o salário não aumenta na proporção do valor do aluguel. "No fim, o aluguel começa consumindo 30% da renda, depois 35%, 40%. Então a pessoa precisa entregar o imóvel e buscar outro mais barato”, diz. Previsão Apesar do ritmo forte no acumulado, o presidente vê instabilidade no futuro próximo. “A locação é um mercado muito instável. Quando chega próximo ao fim do ano, muitos proprietários preferem alugar para veraneio, o que encarece ainda mais. Por isso não dá para fazer previsão”, concluiu.