Avaliação ocorre a cada quatro meses e orienta políticas de combate (Francisco Arrais/PMS) Já está em curso desde segunda-feira a 2a Avaliação de Densidade Larvária deste ano, a cargo do Centro de Controle de Zoonoses e Vetor de Santos. Como o nome indica, o levantamento, que se estende até o dia 20, visa identificar os bairros com maior presença de focos com larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. O trabalho é feito a partir da divisão da Cidade em nove áreas, que por sua vez são fatiadas em quadras, das quais serão sorteados imóveis para vistoria por amostragem. Nos imóveis selecionados, os agentes irão recolher amostras das eventuais larvas encontradas, que serão encaminhadas para um laboratório onde será a confirmada a espécie e se quantificará a densidade larvária. Após a coleta e análise das amostras, é gerado um resultado classificado como índice de Breteau (IB), que relaciona o número de imóveis vistoriados com o número de focos encontrados, permitindo avaliar o nível de infestação. O Ministério da Saúde considera ideal um índice igual ou inferior a 1. Entre 1 e 3,9, o cenário é de alerta, e acima de 4, há risco de surto. A avaliação ocorre a cada quatro meses, em janeiro, abril, julho e outubro. A última medição, feita em janeiro, resultou em um IB de 3,4, considerado de alerta. No mesmo período de 2024, o índice foi de 3,3. Ações programadas Com o levantamento, os mutirões estão suspensos temporariamente. Mas os trabalhos de controle seguem. Nesta semana, os agentes farão nebulizações no Estuário e nos três cemitérios da Cidade – Paquetá, Filosofia e Areia Branca – na quinta-feira, em preparação para o Dia das Mães. A técnica de nebulização costal utiliza um inseticida aplicado por um equipamento acoplado a uma mochila, direcionando o produto aos locais onde o mosquito adulto costuma se esconder. A equipe de Informação, Educação e Comunicação (IEC) da Secretaria de Saúde também seguirá em campo com atividades educativas baseadas nos indicadores das armadilhas espalhadas pela cidade. As ações acontecerão a partir das 9h em diferentes pontos da cidade. Hoje, na Policlínica Vila Mathias (Rua Xavier Pinheiro, 284); amanhã, na feira livre da Vila Belmiro (ruas Álvares Cabral, Princesa Isabel e arredores); e na sexta-feira, na UME Porchat de Assis (Rua Ana Pimentel, 23, Ponta da Praia) e na UME Pedro II (Avenida Professor Aristóteles Menezes, 41, Ponta da Praia). Balanço e enfrentamento Os 23 mutirões realizados até agora em 2025 já eliminaram 1.277 focos com larvas em Santos. Em 1.708 imóveis, no entanto, os agentes de saúde tiveram a entrada recusada pelos moradores. A vacina contra a dengue segue disponível nas policlínicas municipais para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. A Prefeitura reforça a importância da colaboração da população. Denúncias relacionadas à presença de criadouros podem ser feitas à Ouvidoria Municipal, pelo telefone 162 ou pelo site da Prefeitura. www.santos.sp.gov.br/ouvidoria