O material colhido será analisado; depois, é calculado o ìndice de Breteau, resultado da divisão das amostras positivas pelo de imóveis (Vanessa Rodrigues/ AT/ Arquivo) Santos iniciou na quarta-feira (1º) a última edição do ano da Avaliação de Densidade Larvária (ADL), cujo objetivo é medir a incidência de larvas do Aedes aegypti, transmissor da dengue. Segundo a Prefeitura, a atividade paralisa os mutirões de combate ao mosquito em outubro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ao longo do mês, agentes de combate a endemias estarão nas ruas fazendo a eliminação de criadouros e realizando visitas a imóveis. As larvas coletadas serão analisadas em laboratório e os dados obtidos serão inseridos na avaliação. Em nota, a Prefeitura explica que as amostras colhidas são levadas para laboratório, onde são analisadas de forma a identificar a espécie. Ao final, é calculado o Índice de Breteau, resultado da divisão do número de amostras positivas pelo de imóveis percorridos, multiplicado por 100. O Ministério da Saúde considera ideal um índice igual ou inferior a 1. Um índice entre 1 e 3,9 indica situação de alerta; caso seja superior a 4, há risco de surto. Se houver chuva intensa, as ações são adiadas para o dia seguinte. Igual ou menor Segundo a diretora de Vigilância em Saúde de Santos, Ana Paula Valeiras, na última avaliação, feita em julho, o Município registrou um índice de 2,8. Neste ano, também foram feitos estudos em maio – com índice 2,6 – e em janeiro, com índice de 3,4. “Nossa expectativa é de que o índice seja igual ou menor neste estudo de outubro. Isso porque continuamos ações como os mutirões e o casa-a-casa ao longo de todo o ano, independentemente de o ADL ter abaixado ou não”, afirma Valeiras. Embora lamente os óbitos (veja ao lado), Valeiras afirma que a Prefeitura considera que tem conseguido controlar a doença, ainda mais levando-se em conta o cenário estadual. “No Estado de São Paulo, há algumas cidades com mais de 40 mil casos, algo assustador. Então, avaliamos que conseguimos controlar a dengue no Município”. Entre as regiões que têm despertado mais preocupação, Ana destaca o Rádio Clube, na Zona Noroeste, a região Central de Santos e o Embaré, na área da Avenida Pedro Lessa – de acordo com os indicadores da 39ª semana epidemiológica do ano, entre 21 e 27 de setembro. “Semanalmente, conferimos nossas armadilhas, checamos onde há a maior captura de mosquitos e o maior índice de larvas”. Plano para a temporada Tendo em vista a temporada de verão, quando há aumento na população da região, somado a condições climáticas favoráveis à proliferação do Aedes – como as altas temperaturas e as chuvas –, a Prefeitura de Santos estabeleceu um plano de contingência. Na Cidade, os casos costumam ter picos entre março e maio, conforme a diretora de Vigilância em Saúde. “Nesse plano, abordamos não só a situação epidemiológica, mas também os insumos que serão utilizados e a rede assistencial que vai atender às pessoas. Fazemos todas as capacitações in loco nos locais de assistência à saúde e conversamos não só com a rede SUS, mas também com a rede pública e privada”, explica Valeiras. Vacinação A vacinação contra a dengue, disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, segue sendo motivo de preocupação para a Prefeitura, que tem realizado ações como o Dia D de vacinação, com abertura de policlínicas durante finais de semana e postos móveis. Isso porque, de acordo com Valeiras, o percentual de menores que completaram o esquema vacinal ainda é baixo. “Neste ano, 11.585 tomaram a primeira dose, mas apenas 6.400 retornaram para a segunda. Hoje, nossa cobertura vacinal está em 29,56%, e precisamos chegar a pelo menos 90%”, alerta a diretora. “É importante que a população leve suas crianças e adolescentes para que sejam imunizados. A vacina contra a dengue é segura e funciona bem”, emenda.