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Terça-feira

14 de Julho de 2020

Santos estabelece 'parâmetros técnicos' para abertura do comércio

Menos de 60% dos leitos ocupados e queda na curva contágio serão itens a definir a flexibilização; Cidade finaliza em sete dias plano inicial de reativação da economia

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) assegura que a retomada da economia santista dependerá da melhora dos indicadores de saúde. Teto máximo de 60% dos leitos para tratamento de Covid-19 ocupados e redução na curva de contágio na Cidade serão alguns dos “parâmetros técnicos” à flexibilização de setores financeiros. A expectativa é que o esboço inicial do plano seja finalizado até o final da próxima semana.

Os critérios e o prazo foram informados pelo mandatário santista, no começo da tarde de ontem, após pós empresários e comerciantes da cidade cobrarem um suporte do Poder Público para a manutenção dos negócios e postos de trabalhos. Contudo, Barbosa reconhece que qualquer avanço para a retomada do seroro não ocorrerá antes de 15 dias.

A previsão é baseada no tempo mínimo para avaliar se as regras de uso de máscaras de proteção na cidade surtiram efeitos na velocidade de contágio pelo novo coronavírus. Também no final da quarentena estadual, que foi prorrogada no começo do mês pelo governador João Dória (PSDB). “Meu compromisso é com o santista. Vamos adotar medidas em que possam garantir a segurança das pessoas”, garante.

Contudo, Barbosa reconhece que a abertura das atividades comerciais ocorrerá por etapas. Ele não descarta a liberação de alguns setores em dias alternados – ou seja, um segmento abriria as portas em datas pares. outros, em ímpares. A ação é para evitar aglomeração popular.

Pelo planejamento municipal, uma flexibilização pontual sairá do papel apenas quando a taxa de leitos livres para  pacientes com sintomas de Covid-19 ficar acima dos 40%. “Estamos abrindo novos leitos. Isso fará com que esse indicador se eleve”. Barbosa projeta para a próximo sexta-feira (22) a reativação de 130 leitos do Hospital Vitória.

Outro ponto citado por ele é redução na taxa de contágio. O prefeito reconhece que isso só deve ocorrer num intervalo duas semanas. “Cada dia em que a população fura as regras de isolamento social, é um dia a mais que se adia a retomada da economia”, diz ele, ao elogiar a adesão popular ao uso de máscaras. 

Plano

O chefe do Executivo acrescenta que a elaboração do plano de retomada das atividades econômicas está na reta final. A expectativa é que a versão inicial seja finalizada em até sete dias. Depois, rodadas com empresários de diferentes setores da economia vão ocorrer para aperfeiçoar o texto. “Vamos discutir (com o setor), aprimorar e implantar. Agora, quando isso vai ocorrer, dependerá de variáveis técnicas e não políticas”, afirma. 

Barbosa diz ainda aguardar uma definição do plano Federal de socorro aos estados e municípios. A proposta que já avanço no Congresso (Câmara e Senado) depende, apenas, da sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Estamos diante de um clima de insegurança e devemos tomar o cuidado para não entregar ao meu sucessor uma cidade quebrada”. 

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