Um destaque é o plano de elevar em 41% o repasse à Segurança, com R\$ 162,3 milhões no próximo ano (Vanessa Rodrigues/AT) Termina no dia 30 o prazo para que a Prefeitura de Santos envie à Câmara dois projetos sobre as finanças do próximo ano e dos seguintes: a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2026 e o Plano Plurianual (PPA) entre 2026 e 2029. É da aprovação dos vereadores e da sanção pelo prefeito Rogério Santos (Republicanos) que dependerá o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o ano que vem. Está previsto que a arrecadação municipal será de R\$ 5,8 bilhões em 2026. A LDO e a PPA foram apresentadas pelo Município na segunda-feira, em audiência no Centro Administrativo da Prefeitura, na região central. A primeira serve para definir prioridades de gastos e parâmetros para o Orçamento. A segunda, fixa prioridades e investimentos durante quatro anos. Os R\$ 5,8 bilhões equivalem a acréscimo de 6,2% em relação à receita prevista para este ano. Educação receberá R\$ 1,1 bilhão, considerando um planejado aumento salarial aos professores da rede municipal de ensino. O secretário de Governo, Fábio Ferraz, explicou que essa é apenas a primeira peça do Orçamento para 2026: pode haver mudanças durante o ano. “O prefeito Rogério Santos (Republicanos) nos deu uma orientação muito clara para prestigiar o social”, disse Ferraz. A pasta da Saúde deverá dispor de R\$ 1 bilhão no ano que vem. Outro destaque é o plano de elevar em 41% o repasse à Segurança, com R\$ 162,3 milhões. Recursos externos, como os do programa Santos Mais (sigla para Macrodrenagem, Acessibilidade, Inovação e Sustentabilidade), voltado principalmente para a Zona Noroeste, estão dentro do Orçamento. “Trata-se de um financiamento obtido pelo Município na ordem de US\$ 136 milhões (R\$ 797,6 milhões)”, diz Ferraz. Entre os investimentos, quatro estações elevatórias e o desassoreamento de rios, como o dos Bugres e o São Jorge.