Posse dos integrantes da comissão foi na quarta-feira (17) (Henrique Teixeira/ Prefeitura de Santos) Santos, no litoral de São Paulo, já conta com a primeira Comissão de Enfrentamento da Tuberculose. Segundo a Prefeitura, a proposta é promover um debate coletivo para construir soluções de forma integrada e reduzir os indicadores da doença, considerando sua relação direta com fatores sociais e habitacionais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Dados da própria Administração Municipal indicam que a doença apresentou queda neste ano na Cidade. Em 2025, foram registrados 364 casos; em 2024, 388; e, em 2023, 506. No Brasil, são mais de 84 mil novos casos anuais, com aproximadamente seis mil mortes. Em Santos, segundo a Prefeitura, foram oito óbitos este ano. No ano passado, 15, e em 2023, cinco. O secretário de Saúde de Santos, Fábio Lopez, afirma que a criação dessa comissão marca o início de uma longa jornada. “Temos números importantes que precisam ser enfrentados e a tuberculose apresenta desafios específicos, especialmente em relação ao tempo de tratamento. Por isso, a comissão vai definir estratégias para garantir um acompanhamento quase diário dos pacientes ao longo dos seis meses de tratamento”. Comissão A comissão é formada por representantes das secretarias de Saúde e Desenvolvimento Social, da Companhia de Habitação da Baixada Santista (Cohab Santista), de universidades e da Câmara Municipal. A primeira atividade do grupo, que tomou posse na última quarta-feira, já está marcada: uma reunião no dia 27 de janeiro, quando serão avaliados os dados epidemiológicos dos últimos anos, além da tabulação de um questionário aplicado neste ano a pacientes que abandonaram o tratamento, para identificar perfis e motivos da desistência. O grupo também vai propor estratégias de enfrentamento, tanto no acolhimento direto aos pacientes quanto no desenvolvimento de novos estudos. Orientações Caso a pessoa tenha tosse por três semanas ou mais, a recomendação é procurar a policlínica de referência e pedir para realizar a coleta de secreção da garganta, que é encaminhada para análise laboratorial. Caso dê positivo para a doença, o tratamento é iniciado imediatamente. Ele tem duração de pelo menos seis meses e não deve ser abandonado, sob o risco de a doença retornar e o paciente se tornar resistente à medicação. Febre, suor noturno, emagrecimento e falta de apetite são outros sintomas que podem aparecer, porém não comuns. A doença é transmitida pelas gotículas expelidas na tosse, fala ou espirro da pessoa infectada. Uma pessoa contaminada pode infectar de dez a 15 pessoas em média.