Ressaca recente encheu Canal 3 de areia e prejudicou drenagem (Silvio Luiz/AT) A Prefeitura de Santos abriu tratativas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a adoção de uma nova estratégia de drenagem na Zona Leste da Cidade. O objetivo é instituir um sistema mais eficiente contra alagamentos na região. Na Zona Noroeste, pelo menos duas estações elevatórias devem ter suas obras iniciadas neste ano. Segundo o prefeito Rogério Santos (Republicanos), os canais de Santos, feitos há mais de 100 anos, não têm sido eficientes na drenagem urbana em função do adensamento da Cidade, com espaços cada vez mais ocupados. “(Os canais) foram feitos numa outra realidade, quando a Cidade era praticamente na região central. Abriram-se avenidas em direção à praia, vieram os bondes, então, houve o adensamento de toda a orla de Santos, a verticalização, e a realidade urbana mudou em relação à drenagem”, pontuou Santos. Ao mesmo tempo, os canais têm sido afetados pelas mudanças climáticas. Assim foi nas últimas semanas, quando o Canal 3 ficou assoreado após a forte ressaca que atingiu o Município. Entre a última semana de julho e a primeira semana de agosto, a Prefeitura retirou 960 toneladas de areia do canal. Por isso, a Prefeitura planeja revitalizar o projeto do engenheiro sanitarista Saturnino de Brito (1865-1929) e apresentar novas soluções para amenizar os alagamentos na região. “Existem as possibilidades de estudo da construção de piscinões, de estações de bombeamento e de novas comportas”, mencionou Rogério Santos. De acordo com o chefe do Executivo santista, a iniciativa se dará por meio do Fundo Clima, disponível no BNDES para o apoio de projetos relacionados a questões como a adaptação às mudanças climáticas. “Estamos vendo com os técnicos do BNDES como será o cronograma do projeto, que ainda está em fase inicial de estudo.”