Juliana conta com apoio de um financiamento coletivo para viabilizar cirurgia: expectativa (Arquivo Pessoal) A operadora industrial Juliana de Souza Dias, de 43 anos, teve sua vida transformada em pouco mais de um mês. Desde abril, a santista que mora em Dublin, na Irlanda, luta para conseguir viabilizar cirurgia para retirada de um tumor no fígado que, hoje, conforme laudo médico, apresenta o tamanho de um abacaxi. A urgência para fazer o procedimento tem exigido esforços dela e dos amigos, que lutam contra o tempo. “Minha luta não é só contra o tumor, mas contra o medo, a incerteza, a ansiedade e as perguntas sem resposta imediata. O choque inicial me fez buscar informações, mais médicos, pois é uma decisão difícil de ser tomada. Avaliar chances de cura, risco cirúrgico, etc”, afirma. Juliana mora na Irlanda há cinco anos, onde divide um apartamento com duas amigas. Ela vem ao Brasil uma vez por ano para visitar a família, e aproveita para fazer um check-up médico. No último deles, em abril, foram detectados dois tumores: um no ovário e outro no fígado. Foi o suficiente para o “chão se abrir” sob seus pés. “Fiz meus exames: oftalmo, dermatologista, ginecologista, além do check-up antes de voltar a Dublin. Foi quando apareceram os resultados. Não tive dores, sintomas, nada. Mas, na ultrassonografia transvaginal e do abdômen, apareceram os dois tumores. Inicialmente, os médicos - oncologista e ginecologista - acreditaram ser um tumor que se originou no ovário, e subiu para o fígado como numa metástase. Então, pensou-se em algo rápido: fazer a cirurgia o quanto antes para retirada deles”, relata Juliana, que não tem plano de saúde e, por isso, fez de modo particular. No dia 1º de maio, foi feita a retirada do tumor do ovário. Não houve qualquer procedimento no fígado por conta de um risco de hemorragia, já que o tumor já estar maior do que no exame de imagem feito no início de abril. “Era um tumor raro, maligno e extremamente perigoso (Hepatocarcinoma fibrolamelar - HCF). Já estava com cerca de 20cm (tamanho de um abacaxi) e não pôde ser removido”, relata a operadora industrial. “Ele continua crescendo e está em cima da minha vesícula. Deve pesar cerca de 2kg”. Expectativa e ajuda Juliana tem uma data limite para a realização da cirurgia: 10 de junho. Ela até chegou a tentar fazê-la no Hospital do Câncer de Barretos, que exigiu um luado do SUS. No AC Camargo Cancer Center, outra referência oncológica no país, a corrida é para levantar o dinheiro necessário, em torno de R\$ 200 mil. Para obtê-lo, veio a ideia de uma vaquina virtual. Até o momento, R\$ 80 mil foram obtidos. A corrida é contra o tempo, mas nada que diminua a sua fé. “Muitas vezes estou confusa, com medo, com raiva, triste. Mas também com força, com esperança e muitos momentos de alívio e gratidão por todas as mensagens de carinho e orações que estou recebendo. Com tudo isso eu tenho fé na minha cura. Pois sei que Deus me enviou os seus melhores soldados para estarem comigo nessa batalha”. A vaquinha pode ser acessada por este link