Rua Cunha Moreira, em Santos, vive caos no trânsito

Moradores do bairro Encruzilhada pedem solução de problemas

Não é difícil ficar tonto ao observar o trânsito na Rua Doutor Cunha Moreira, na Encruzilhada, em Santos. A via tem estacionamento permitido nos dois lados, sempre lotados de veículos, e é mão dupla. Basta um carro um pouco maior passar para travar tudo. É uma briga, ao som de buzinas, para saber quem terá a preferência. 

No fim da tarde é pior. Sem fiscalização, caminhões estacionam embaixo da placa de proibição. Carros aceleram e dão ré na tentativa de sair do tumulto. O pior trecho é entre a Avenida Ana Costa e Rua Júlio Conceição.

A situação também prejudica quem quer entrar ou sair das garagens. Moradores disseram que já pediram mudanças à CET, como proibir estacionamento de um lado ou implantar mão única, mas até agora não houve resposta. O aposentado Alfredo Fonseca Alves, de 71 anos, que mora na Cunha Moreira há 15 anos, diz que vive num “inferno”.

“Não tem condições de ser duas mãos. Para sair da garagem é um tormento. E a CET não resolve nada. Quem vem de um lado precisa parar para o outro lado passar. Do Gonzaga até a Rangel Pestana a única rua com mão dupla é a Cunha Moreira, alguma coisa está errada”. 

O porteiro Nilson Vieira, de 20 anos, trabalha na rua. “Muitas vezes o trânsito para e o pessoal faz manobras até em cima da calçada, já vi derrubarem pedestres. Tem dia que trava totalmente, é só passar fretado e caminhão”.

O operador de estacionamento Décio Batista Louzada, de 32 anos, trabalha na rua há 5. “Aqui não há respeito por nada, de forma nenhuma. Uma rotatória não adianta, não vão respeitar. E acidentes aqui são comuns. Acho que precisava de presença fixa da CET e deixar só com uma mão de direção”. 

Resposta 

Em nota, a Prefeitura de Santos afirma que há projeto prevendo alterações viárias na Rua Cunha Moreira, tornando-a mão única e fazendo a ligação da via desde a Avenida Ana Costa até a Rua Luiz de Camões, criando um binário com a Rua Guedes Coelho. 

“Porém, há a necessidade de construir um pontilhão para veículos na Avenida Washington Luís, o que não foi, até o presente momento, aprovado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico [Condephaat]”, diz a prefeitura.

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