Cratera abriu na calçada da orla em decorrência da forte ressaca em Santos (Arquivo pessoal/ Aldemar Neto) A ressaca ocorrida entre a noite de terça-feira (29) e a manhã desta quarta-feira (30) ao longo do litoral de São Paulo causou estragos e prejuízos na orla de Santos. No calçadão da praia, entre os canais 4 e 5, surgiram crateras em decorrência da força das ondas, que avançaram e atingiram partes da cidade. Equipes da Prefeitura já estão no local. (Veja o vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Moradores que estavam no entorno enviaram imagens para a reportagem de A Tribuna. Um deles foi Aldemar Neto, que registrou algumas crateras que abriram na calçada da orla da praia, próximo à Rua Oswaldo Cocrhane. -Veja o vídeo (1.472360) O videomaker Jhony Leandro, que estava andando desde o Quebra Mar até a Ponta da Praia na noite de terça, também se deparou com os estragos. Segundo ele, além das calçadas estarem danificadas, os destroços ficaram soltos pelo chão. Ainda de acordo com o videomaker, a partir da Avenida Ana Costa havia muita água e espuma invadindo a ciclovia. “No Canal 4, havia muita areia. Não dava para ver nada do asfalto, somente areia para todo lado e o mar invadindo a rua”, relata. Mar e areia invadiram as ruas no Canal 4 (Arquivo pessoal/ Jhony Leandro) Reparos em andamento Por meio de nota, a Prefeitura de Santos informou que equipes da Secretaria das Prefeituras Regionais (Sepref) e da Terra Santos estão atuando desde as primeiras horas de quarta em vários trechos, executando serviços de reparo emergencial. Ao todo, são 208 funcionários, entre eles 192 ajudantes e 16 fiscais, além de 16 caminhões basculantes e uma pá carregadeira. As equipes estão realizando ações como retirada de entulhos, reconstrução de estruturas danificadas e limpeza das áreas afetadas. Equipes já começaram a operação de limpeza (Divulgação/ Prefeitura de Santos) “A ação tem como objetivo promover a remoção de resíduos, desobstrução de vias e manutenção de áreas públicas, contribuindo para a melhoria do ambiente urbano e da qualidade de vida da população”, diz a nota. A previsão é que os trabalhos de recuperação durem cerca de um mês. Já a Defesa Civil informou que está apurando estragos nas estruturas da orla, como muretas, calçadas, bancos e demais equipamentos urbanos. Um relatório será encaminhado para as secretarias municipais responsáveis. Por nota, a Defesa Civil Estadual afirmou que “não houve registro de ocorrência de gravidade relacionada à ressaca até o momento”. Segundo o órgão, “a previsão do fenômeno foi amplamente divulgada, permitindo que a população e os serviços públicos se preparassem adequadamente”. Os maiores prejuízos foram registrados entre os canais 4, na região do Boqueirão, e 6, na Ponta da Praia. A força da maré provocou queda de muretas, abatimentos em calçadas, tombamento de lixeiras, brinquedos de praças e bancos públicos. Trânsito A CET-Santos informa que está atuando com 60 agentes, além de chefias, em operação nos desvios e rotas alternativas na manhã desta quarta-feira. Com o recuo da água do mar, o desvio dos veículos e linhas de ônibus que vinha sendo feito na Avenida Ana Costa, sentido José Menino até Ponta da Praia, passou a ser feito na Rua Oswaldo Cruz. O retorno da pista, neste sentido, está liberado após o Aquário Municipal. A opção de rota alternativa é a Avenida Epitácio Pessoa ou seguir até a Avenida Francisco Glicério e Avenida Afonso Pena com destino à Ponta da Praia. O trânsito segue fluindo em ambas as rotas. Números Segundo dados do Aquasafe NPH, a altura máxima de onda chegou a 3,98m às 18h30 de terça-feira. De acordo com a Prefeitura, a maré registrou 1,34m, às 7h40, na Praticagem e no interior do estuário; na Ilha Barnabé, 1,65m. As máximas de maré e maré alta foram 1,84m e 2,10m, às 5h desta quarta-feira. O último registro de altura de ondas foi de 3,07m, às 7h30 desta quarta-feira, na Ilha das Palmas. A velocidade máxima dos ventos foi de 81,69 km/h, registrada às 4h30 desta quarta-feira. Baixada Santista com alerta ligado As cidades do litoral de São Paulo entraram em alerta para a ressaca, com ondas acima de 3 metros de altura, desde segunda-feira (28). Os avisos foram emitidos pelo Serviço Meteorológico Marinho e pela Defesa Civil do Estado de São Paulo. Havia a previsão de que a ressaca atingisse a região até quinta-feira (31).