Religiões se unem para pregar amor e respeito em Santos

Encontro inter-religioso reuniu diversas representações para falar sobre diversidade

As diferenças estavam nas roupas, no jeito, na cor da pele e nas crenças. Mas a comemoração do Dia Mundial da Religião, celebrado nesta terça-feira (21), uniu os opostos. O encontro inter-religioso reuniu diversas representações para falar uma linguagem só: a do amor.

O evento ocorreu na Praça Luiz La Scala, na Ponta da Praia, em Santos, no fim da tarde de domingo (19). O coordenador do Movimento Inter-religioso pelo Cidadão, José da Conceição de Abreu, diz que a ideia é promover o diálogo. “A nossa diversidade religiosa tem o mesmo Deus”.

Segundo o frade do Santuário Santo Antônio do Valongo, João Pereira Lopes, a diferença é a riqueza que embeleza a vida. “Vamos construir pontes e não muros. Juntos, faremos um mundo melhor”.

Para o reverendo Leandro Antunes Campos, da Igreja Anglicana de Santos, as lideranças religiosas estão reunidas para dar testemunho de tolerância. “Vamos proclamar para todos os cantos que queremos construir uma cultura da paz”.

Comemoração do Dia Mundial da Religião ocorreu na Praça Luiz La Scala, na Ponta da Praia (Foto: Matheus Tagé/AT)

União

A preletora da Seicho-No-Ie Ana Maria Gomes explica que o dia é importante para todos se tornarem um só. “Cada um procura o seu Deus, mas nessa busca nos tornamos uma unidade”.

A iyalorixá da Jurema Nagô de Matriz Africana, Denise T’Soba, acredita que os líderes devem passar essa mensagem para os seus filhos de religião. “Temos de respeitar e dar amor para as outras pessoas”.

A praticante de Mahikari Marta Flores afirma que os ensinamentos da religião dizem que a origem da humanidade é uma só. “Então, deveríamos estar sempre unidos”.

Para a cigana Imar Lopes, do Grupo de Mulheres Ciganas Tsara Romai, o encontro de religiões significa amor, união e paz. “Que haja amor e respeito, independentemente da sua religiosidade”.

O segundo conselheiro da presidência da estaca em Santos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Roberto Jurandir Andreazza Filho, defende o respeito às religiões. “Pregamos isso desde 1820 em nossas regras de fé”.

Amor

A iyalorixá Keto de Matriz Africana, Deledda Mares da Silva, prega que o mais importante é ter amor ao próximo. “O sentimento deve existir não só por quem está na sua casa, mas no mundo todo”.

Assim diz também a matriarca da comunidade cigana Maria Sueli Bueno, ao recomendar que as pessoas procurem o amor. “Principalmente as famílias devem estar sempre unidas”.

O contador de histórias Alexandre Camilo, idealizador da Ação do Coração, pede que a essência do encontro seja levada para a vida. “Vamos falar de respeito, de tolerância, de diferenças, mas, principalmente, do que une todas essas pessoas: o amor”.

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