Segundo o Procon, as principais áreas com incidência de problemas em Santos são telefonia, energia elétrica, abastecimento de água, instituições financeiras e varejo ( Divulgação/ PMS ) Pela primeira vez em sua história, o Procon-Santos publicou um ranking das empresas com mais reclamações na cidade do litoral de São Paulo. O levantamento, referente ao primeiro semestre de 2025, mapeia as principais queixas registradas entre 1º de janeiro e 30 de junho. Entre as reclamações mais comuns estão cobranças indevidas, falhas na prestação de serviço, demora na solução de problemas, respostas padronizadas e canais automatizados de atendimento que dificultam o diálogo com os consumidores. Segundo o Procon, o objetivo da divulgação é dar mais transparência às relações de consumo e incentivar melhorias no atendimento ao cliente Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A criação do ranking, de acordo com o Procon, tem como base a promoção da transparência e do fortalecimento dos direitos dos consumidores, além de induzir boas práticas no setor privado. “A ideia surgiu da necessidade de tornarmos mais claro, para a população, quais os setores e empresas que mais geram demandas e, ao mesmo tempo, oferecer dados estruturados aos fornecedores para repensarem suas práticas comerciais”, reforça Sidney Vida, diretor do Procon-Santos. Além da divulgação dos dados, o Procon propôs um pacote de ações práticas para tentar reduzir os índices de reclamações, como a criação de núcleos locais de mediação de conflitos, treinamentos com as empresas, campanhas educativas voltadas a públicos específicos — como idosos e consumidores digitais — e a convocação das empresas para reuniões periódicas com o órgão. As companhias listadas no ranking estão sendo convidadas a assinar Termos de Cooperação Técnica e a participar de metas conjuntas de melhoria do atendimento. O Procon acompanhará os avanços ao longo do tempo e usará os dados para orientar políticas públicas de defesa do consumidor no município. “O ranking não tem como objetivo punir ou expor empresas, mas, sim, servir como ferramenta de gestão e diálogo”, explica o diretor. “Há empresas que já nos procuraram de forma colaborativa para entender os dados e propor soluções, o que é muito positivo”. Metodologia Segundo o órgão, foram realizados 3.051 atendimentos no período, incluindo registros no Poupatempo (Centro Histórico), no Posto Avançado da Unimes (Encruzilhada) e audiências na sede do Procon. Desses, 1.156 casos resultaram em reclamações formalizadas. Confira o ranking das empresas com mais reclamações em Santos e a porcentagem de atendimentos: Telefônica Brasil - 5,34% Claro S/A - 5,18% Sabesp - 2,65% Via Varejo S/A - 2,29% Banco Bradesco S/A - 2,26% Itaú Unibanco S/A - 2,16% Banco BMG S/A - 1,84% Banco Santander (Brasil) S/A - 1,77% Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL) - 1,77% Caixa Econômica Federal (CEF) - 1,64% Samsung Eletrônica da Amazônia LTDA - 1,34% Banco CSF S/A - 1,21% Banco Mercantil do Brasil S/A - 1,18% Banco Agibank S/A - 1,11% Banco do Brasil S/A - 1,08% MercadoLivre.com Atividade de Internet LTDA. - 1,08% Tim Celular S/A - 1,08% Magazine Luiza S/A - 1,02% MercadoPago.com Representações LTDA - 0,95% Amazon Serviços de Varejo do Brasil - 0,92% Confira os principais problemas: Telefonia fixa e celular -- Serviço não prestado, cobrança abusiva e vícios de qualidade Bancos e cartões -- Cobranças indevidas, crédito consignado não solicitado e demora na resolução de demandas Água, luz e esgoto – Cobranças duplicadas e falta de resposta rápida E-commerce e varejo – Produto com defeito, atraso ou não entrega e dificuldade na devolução