Avenida Vereador Alfredo das Neves, na Alemoa, é um dos locais da Cidade que receberam mudas. Até o final do ano, 2 mil novas árvores (Sílvio Luiz/AT) Três meses após o lançamento do programa Santos Sustentável, a Prefeitura contabiliza os primeiros resultados. A Cidade já ganhou 1,1 mil árvores na Área Insular desde o início do ano. Até dezembro, são previstas 2 mil. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade de Santos, Glaucus Farinello, afirma que arborização urbana é um dos eixos do programa. Um grupo de trabalho estabelecerá um plano para plantio de mais árvores nas próximas décadas. Também há o projeto Pomares, que teve o plantio de dois pomares na Semana do Meio Ambiente: um na Praça Nenê Ferreira Martins, no Gonzaga (oito mudas), e outro, na Praça da Paz Universal, na Zona Noroeste (dez mudas). Ainda houve plantio de árvores no Quebra-Mar (José Menino), e nos bairros Ponta da Praia, Vila Fátima, Castelo, Santa Maria, Centro, Campo Grande e Alemoa. “Nosso foco é promover a Mata Atlântica. Porém, mais do que isso, a gente está em busca pelo plantio de árvores locais. Precisamos estudar e reincorporar para a Cidade espécies nativas”, afirma. Está previsto, até julho, o plantio de novos pomares urbanos nas praças Maria Conceição (Rádio Clube), Domingos Aulicino (Santa Maria) e João Jácomo Brunetto (Castelo), num total de 30 novas árvores. Nas próximas semanas, terá continuidade o plantio de árvores no Campo Grande, fruto de um Termo de Responsabilidade de Implantação de Medidas Mitigadoras ou Compensatórias (Trimmc) com o Atacadista Assaí, e haverá novos plantios no Morro Nova Cintra. Glaucus destaca a aposta na caixeta, que dificilmente é encontrada em viveiros. “Pensamos que ela pode ser uma árvore que possa compor o nosso meio urbano, gerando sombra e adaptada ao nosso ambiente.” Paisagismo Segundo Farinello, nas últimas décadas, o paisagismo no Brasil foi muito focado em espécies consideradas exóticas — que foram introduzidas em áreas fora de sua distribuição geográfica original. “Por causa disso, há dificuldade em encontrar no mercado viveiros que produzam árvores e plantas nativas. E, quando a gente restringe para uma espécie regional, a dificuldade é maior ainda”, relata. Entre as espécies plantadas, estão cambuí, grumixama, ameixa da mata, pitanga e araçá. Um exemplo, segundo ele, é visto na praia. Estudo aponta que, ali, 77% das espécies são exóticas. “Isso reforça o alerta de que precisamos, de fato, olhar para a Mata Atlântica e reintroduzir na nossa Cidade, no nosso meio urbano, as plantas nativas.” Exóticas 77 por cento das espécies de árvores na orla não são nativas. Por isso, Prefeitura quer estimular árvores brasileiras exóticas.