Objetivo da Prefeitura é fazer da via ponto turístico com elementos culturais portugueses e africanos (Alexsander Ferraz/ AT) O plano de revitalização da Rua República Portuguesa, na Vila Mathias, em Santos, começou em março de 2023, com previsão de entrega em oito meses. Mais de dois anos depois, a obra ainda tem pendências, apesar dos avanços no projeto da Prefeitura para transformar a via histórica — antes em mau estado de conservação — em ponto turístico com elementos culturais portugueses e africanos. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em abril do ano passado, foi estipulada nova previsão de entrega para o semestre seguinte, mas imprevistos atrasaram os serviços. Agora, a conclusão é esperada para o início do próximo semestre. Com investimento de R\$ 3,817 milhões, dos quais R\$ 2,913 milhões do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos (Dadetur) e o restante da Prefeitura, o projeto é executado pela empreiteira Dekton. Acúmulo de entulho no mosaico português é um dos problemas; serviço deve acabar no próximo semestre (Alexsander Ferraz/ AT) Na quarta-feira (11), instalaram-se iluminação nos 17 postes da via e o cabeamento embutido de telecomunicações e energia. Moradores ficaram sem internet e eletricidade na terça e na quarta. Segundo a Prefeitura, “caixas de concreto receberam sistema diferenciado de proteção, a fim de evitar furtos”. A rua também ganhou drenagem. “As águas pluviais corriam pelas sarjetas até alcançar as redes nas vias próximas”, disse a arquiteta Marta Leite Flores, da Prefeitura. Foram entregues calçadas acessíveis, guias de granito polido, entradas de garagem com piso cerâmico e nova pavimentação em paralelepípedos retificados. Mas há problemas: parte dos 600 metros quadrados em pedras portuguesas<MD> está se soltando, principalmente perto das árvores. Floreiras, lixeiras, bancos e paraciclos não foram instalados. Os largos com mosaicos culturais apresentam falhas. Do lado do português, há entulho. Do lado do africano, segundo o aposentado Ezequiel de Souza Rodrigues, de 72 anos, “não tem queda” e forma uma poça. Hélio mora há 35 anos na via (Alexsander Ferraz/ AT) Morador da via há 35 anos, o mecânico Hélio Silva Prates, de 54, elogia o trabalho, mas critica a demora. “Não percebem os transtornos que causa para a gente.” Segundo o secretário de Infraestrutura, Fabrício Cardoso, a mudança de cabos dependia da CPFL, que cumpre prazos. A troca da rede de esgoto, não prevista, também atrasou o trabalho. Sobre falhas nos pisos, a empreiteira “vai corrigir”. Segundo ele, “não vai ter o aceite de entrega enquanto não houver todos os ajustes”.