Incêndio de grandes proporções deixou uma pessoa morta e afetou centenas de famílias na Zona Noroeste de Santos (Vanessa Rodrigues/AT) O prefeito de Santos, Rogério Santos (Republicanos), terá uma reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, na terça-feira (5), após o incêndio de grandes proporções que destruiu cerca de 100 moradias no Caminho São Sebastião, na Zona Noroeste. Segundo o chefe do Executivo santista, serão apresentados projetos de habitação ao Governo Federal. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em entrevista coletiva neste sábado (2), um dia após o incêndio, Rogério Santos disse que se encontrará com Alckmin às 17h, em Brasília. Uma das propostas que serão discutidas é a expansão do projeto Parque Palafitas, que já está com obras em andamento. "Nós vamos levar os projetos habitacionais que a gente já tem, com os terrenos que a gente já têm, inclusive a expansão do projeto Parque Palafitas, para que a gente, junto com o Estado e o Governo Federal, providencie mais moradias", disse o prefeito. Na reunião, além de Geraldo Alckmin, também estarão presentes o ministro das Cidades, Jader Filho, e o secretário Nacional de Habitação, Augusto Henrique Alves Rabelo, além do deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Uma possibilidade citada por Rogério Santos é a de compra assistida de imóveis junto ao Estado e ao Governo Federal, como ocorreu na Favela do Moinho, em São Paulo. Segundo o prefeito, caso isso ocorra, seria possível conseguir carta de crédito habitacional e realizar busca por imóveis que já estejam prontos, sejam novos ou usados. Parque Palafitas A expansão do projeto Parque Palafitas, que tem como intuito toda a reurbanização do Dique da Vila Gilda e do bairro São Manoel, também está em pauta. De acordo com o prefeito, são cerca de duas mil casas no Dique da Vila Gilda, mas nem todas em condições de palafitas. "Já temos imóveis de dois andares, de alvenaria. Isso já está mapeado em cada trecho do Dique e do São Manoel. Esses imóveis que já têm uma estrutura boa, a gente quer fazer regularização fundiária", destacou Rogério Santos, citando como exemplos de ações a abertura de vias e reestruturação de mangue em trechos do Dique da Vila Gilda e do São Manoel. Além da regularização fundiária, outras duas opções foram cogitadas pelo prefeito: o realocamento de moradores para conjuntos habitacionais e a fixação com palafitas estruturadas. "São soluções mistas, e inclusive (em) conjuntos habitacionais próximos, porque nem tudo vai caber ali no Dique (da Vila Gilda)", destacou.