Cerca de 100 moradias foram destruídas em incêndio na sexta-feira (Vanessa Rodrigues/AT) Está marcada para as 16 horas desta terça-feira (5) a reunião que o prefeito Rogério Santos (Republicanos) terá, em Brasília, em busca de apoio para ampliar os projetos habitacionais voltados à população que vive em moradias irregulares, como palafitas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O encontro foi estimulado pelo incêndio que consumiu cerca de 100 moradias no Caminho São Sebastião, no Dique da Vila Gilda, Zona Noroeste santista. Há cerca de 2,9 mil moradias sobre palafitas nessa região e mais 2,2 mil casas de alvenaria em áreas aterradas. O prefeito conversará com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin (PSB); o ministro das Cidades, Jader Filho; o secretário nacional de Habitação, Augusto Rebelo, e o secretário nacional de Favelas, Guilherme Simões. O deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), que articulou o encontro, também irá. “Vamos apresentar tudo o que já foi feito, os projetos em andamento e o que precisa ser feito. Levaremos também o levantamento completo do incêndio e o que está planejado para aquela área”, disse Rogério Santos. Na atual gestão, declarou o prefeito, já se entregaram 1,4 mil moradias a residentes em palafitas. Mais 574 devem ser entregues neste ano no conjunto Prainha. Futuramente, 60 residências do projeto Parque Palafitas, que pode ser ampliado com apoio do Estado. Outras 1,1 mil moradias devem ser construídas com verba de um empréstimo internacional do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e, também, no São Manoel — projeto para áreas de palafitas e selecionado para empréstimo federal de R\$ 178,7 milhões. A Prefeitura também pretende avançar na regularização fundiária das casas de alvenaria consolidadas, introduzir saneamento básico e adotar “palafitas estruturadas”, com fundações reforçadas e acesso a serviços urbanos. Acesso e prevenção No dia do incêndio aconteceu, moradores relataram à Reportagem dificuldades dos bombeiros no combate ao incêndio, sobretudo por ausência de hidrantes próximos e falta de acessos às casas. “Precisamos abrir ruas, mesmo que estreitas, para garantir passagem, instalar calçamento e hidrantes. Hoje, em muitos trechos, o acesso se dá apenas por passarelas de madeira. Esses projetos já estão sendo desenvolvidos com a Sabesp e o Corpo de Bombeiros.” O objetivo da Prefeitura é transformar o Dique da Vila Gilda em um bairro, “mas nenhum município tem recursos suficientes sozinho. É preciso o apoio dos governos Estadual e Federal”. Apoio O prefeito afirmou que o Município mantém contato com a família de Sandra Sarmento da Silva, de 64 anos, que morreu no incêndio. “Estamos acompanhando com a Secretaria de Desenvolvimento Social e com a Prefeitura Regional. (...) Estamos prestando todo o apoio social, psicológico, de saúde, tudo o que for necessário nesse momento de dor.” Município cruza dados de famílias A Prefeitura confirma que cerca de 290 famílias se cadastraram como atingidas pelo incêndio. Os dados serão cruzados com informações de saúde, educação e vizinhança para validar os registros. As vítimas receberam apoio emergencial, como alimentação, kits de higiene, colchões, assistências médica e psicológica e ajuda na emissão de documentos. A gestão municipal também ofereceu abrigo no Centro Esportivo Dale Coutinho, onde estão 26 pessoas. A maioria ficou na casa de parentes ou vizinhos. Com um decreto de emergência publicado ontem, o Município pretende agilizar burocracia e iniciar, em até um mês, o pagamento de aluguel social — R\$ 600,00 pagos pela Prefeitura e complemento de R\$ 400,00 pelo Estado.