Durante o ano de 2025, foram registradas 33.721 inscrições em todo o país, com maior concentração nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas (Exército Brasileiro / Divulgação) Considerada a cidade mais feminina do Brasil, de acordo com o Censo de 2022, Santos, no litoral de São Paulo, teve seis vezes menos alistamentos de jovens mulheres no primeiro ano do alistamento voluntário ao Exército Brasileiro (EB), em comparação com o Rio de Janeiro. A informação, que levanta questões sobre o engajamento das jovens da cidade, foi apurada pelo Exército Brasileiro (EB) e A Tribuna. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! No total, em 2025, o país registrou 33.721 inscrições, com maior concentração nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas. Apesar de 1.465 vagas estarem disponíveis, o que resultou em uma média de 23 candidatas por vaga, a participação das mulheres de Santos foi bastante tímida. O processo seletivo foi concluído em junho de 2025. Já em 2026, as inscrições para o alistamento começaram no 1º de setembro. A taxa de alistamento em Santos Em Santos, apesar de a cidade ter a maior proporção de mulheres do país (54,6% da população), o número de jovens mulheres aptas para o alistamento é bem menor. De um total de 11.284 jovens entre 15 e 19 anos, apenas 41 se inscreveram, representando 0,36%. Em comparação, o Rio de Janeiro registrou 4.071 inscrições, com uma taxa de 2,2%, ou seja, seis vezes mais que a taxa santista. A capital paulista, com uma população feminina 31 vezes maior, teve apenas 805 alistamentos, o que equivale a 0,23%. Mesmo com a grande diferença de população, Santos apresentou uma taxa de inscrição proporcionalmente 1,6 vezes maior que São Paulo. Mulheres militares em Santos De acordo com informações do Exército Brasileiro, Santos conta atualmente com 108 mulheres no seu quadro militar, incluindo tanto aquelas em atividade quanto as que já passaram pela corporação. A média de idade dessas mulheres é de cerca de 34 anos. As funções exercidas incluem dentista, nutricionista, médica, enfermeira, musicista e auxiliar de manutenção de aviação, entre outras. Nos últimos cinco anos, 31 mulheres santistas ingressaram no Exército, com 29 permanecendo na ativa e 2 já migrando para a reserva. A primeira mulher santista a integrar o Exército Brasileiro foi incorporada em novembro de 1992, como 1ª Tenente do Quadro Complementar de Oficiais (QCO), na área de Magistério. Ela atingiu a patente de Coronel e foi para a reserva remunerada em fevereiro de 2020. Histórico do alistamento feminino O decreto que permite o alistamento voluntário feminino no Brasil foi publicado em 28 de agosto de 2024, após estudos conduzidos pelo Governo Federal em parceria com o Ministério da Defesa. Antes disso, mulheres só podiam entrar nas Forças Armadas por meio de concursos para cursos de formação de oficiais e suboficiais, restritos a carreiras de nível superior, como médica, engenheira e controladora de tráfego aéreo.