A inadimplência em Santos segue em alta e já completa 11 meses consecutivos de crescimento, de acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Desde setembro de 2024, a cidade do litoral de São Paulo registra aumento no número de consumidores com dívidas em atraso, reflexo direto nas vendas do comércio local. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em julho deste ano, o índice de inadimplentes cresceu 0,19% em comparação ao mês anterior, quando havia subido 0,72%. Apesar da desaceleração, a alta continua. Na variação anual, entre julho de 2024 e julho de 2025, o aumento acumulado foi de 6,08%, enquanto a região Sudeste do país apresentou 7,23% e o Brasil, 7,98%. Perfil do devedor em Santos Segundo o levantamento, a faixa etária entre 50 e 64 anos concentra o maior número de inadimplentes, com cerca de 24,4%. A distribuição por sexo é equilibrada: 52,52% de mulheres e 47,48% de homens. O valor médio das dívidas em julho de 2025 ficou em R\$ 6.188,46 por consumidor. O recorte mostra que: 23,10% deviam até R\$ 500; 11,90% entre R\$ 500 e R\$ 1.000; 18,89% entre R\$ 1.000 e R\$ 2.500; 23,01% entre R\$ 2.500 e R\$ 7.500; 23,11% acima de R\$ 7.500. O tempo médio de atraso é de 28,8 meses (2 anos e 3 meses), sendo que 37,63% dos devedores estão inadimplentes entre 1 e 3 anos. Número de dívidas e setores mais atingidos Cada consumidor negativado em Santos possui, em média, 2,255 dívidas em atraso, número um pouco inferior ao da região Sudeste (2,260) e superior à média nacional (2,212). Entre os setores impactados na cidade, estão os bancos (81,03%), comunicação (4,09%), água e luz (3,78%), comércio (2,55%) e outros setores (8,54%). Comércio em alerta Para o presidente da CDL Santos Praia, Nicolau Miguel Obeidi, o cenário preocupa diretamente o comércio local. “Há praticamente um ano vemos que a maioria das pessoas não consegue se organizar com as contas, e isso é ruim. Com a inadimplência alta, as pessoas compram menos e as vendas ficam mais fracas, principalmente fora de datas especiais. Acompanhamos os dados mensalmente e torcemos por uma mudança, mas hoje o consumo é feito basicamente por escolhas de produtos essenciais”, afirma.