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Quarta-feira

21 de Agosto de 2019

Policlínica de Santos volta a ter doses de vacinas pendentes nesta segunda-feira

De acordo com a Prefeitura, a população encontrará a vacina contra a meningite e a tríplice viral na unidade do Valongo

Boa notícia a quem foi até a Policlínica do Valongo, em Santos, nos últimos dias e não encontrou as doses das vacinas meningocócica C, que combate a meningite, e tríplice viral, contra caxumba, sarampo e rubéola. A Prefeitura de Santos garante que as doses voltarão a estar disponíveis na unidade a partir de segunda (10). 

A informação representará um alívio para a moradora do Saboó Andressa Andrade Amorim, de 42 anos. Ela foi uma das pessoas que procuraram a policlínica e passaram a enfrentar uma verdadeira batalha para imunizar a filha de 3 meses contra a meningite. 

“Meu bebê completou 3 meses dia 20 de maio e desde então eu vou até a policlínica para que ela tome a dose obrigatória. Mas os profissionais sempre dizem que não tem, está para chegar ou falta seringa. É uma vergonha”, reclama.

A última tentativa de Andressa foi na sexta-feira, quando ligou para a unidade do Valongo perguntando sobre a vacina, mas segundo ela, os profissionais não deram nem previsão. 

“Nem eles sabem. Teve uma vez que fui até lá e uma enfermeira falou que era melhor eu procurar em outra policlínica. Fiquei revoltada. A gente não tem que se deslocar, eles é que têm que repor”, aponta. 

Garantia e explicação

De acordo com a Prefeitura, a população encontrará, a partir de segunda (10), a vacina contra a meningite e a tríplice viral na unidade de saúde, que fica na Rua Profª Maria Neusa Cunha, s/nº, Saboó, das 9 às 16h. 

Contudo, a Administração Municipal rebate, em nota, a afirmação de que as vacinas estão em falta há mais de duas semanas. Alega que tanto a tríplice viral quanto a meningocócica C se esgotaram na Policlínica Valongo na tarde da última quinta-feira.

Também explica que a falta das vacinas nas unidades de saúde e a demora na reposição acontecem quando as equipes de vacinação das policlínicas não atualizam o sistema de informação da Prefeitura, relatando que as doses acabaram ou estão para acabar. Dessa forma, “há discrepância das informações e ocorre o desabastecimento temporário”.