Espaço é fundamental para a preservação de diversas espécies (Alexsander Ferraz/AT) A Prefeitura de Santos avança na compra de uma área de quase 300 mil m² para implementar o Parque dos Morros. Com isso, a Administração Municipal pretende dar continuidade aos corredores ecológicos do Município, ajudando na proteção da fauna local e preservação do meio ambiente. Segundo o secretário de Prefeituras Regionais, Rivaldo Santos, o local está em processo de implantação. “Nós já estamos em fase bastante adiantada na desapropriação da área, que pertence a uma família. É uma área de 290 mil m2. Já está com a sentença do juiz. Acreditamos que, nos próximos dias, nos próximos meses, a Prefeitura vai efetivar a compra da área e começar a implantar o Parque dos Morros”. O Parque percorre o Morro da Caneleira, uma parte da Nova Cintra, passa pelo José Menino e vai até o Voturuá, em São Vicente. O local é importante porque se trata de um corredor verde. Ele também fará conexão com o Parque do Engenho dos Erasmos, que é uma área gerida pela USP. O secretário explica que o corredor ecológico (também chamado de corredor verde) é uma linha por onde as espécies podem migrar dentro de uma área preservada ou em processo de preservação. Essa migração é essencial para a sobrevivência da fauna. Para se ter noção, somente nesse espaço há aproximadamente 100 espécies diferentes de aves e várias trilhas. O processo de criação do Parque dos Morros também é visto com muita importância pois é a última área dos morros que ainda está preservada. “É uma área de mata secundária, ou seja, que já foi devastada, mas que se regenerou. Se nós não preservarmos, vamos perder também essa área importante. Com essa proposta de criação do Parque dos Morros, teremos, sem dúvida, um corredor ecológico”. Sem visitas As pessoas ainda não podem visitar o espaço. Como se trata de uma área em processo de recuperação, não é possível liberar o acesso sem o acompanhamento de um monitor ambiental. Com a compra da área, que, segundo o secretário Rivaldo Santos, deve ser efetivada em junho ou julho, em agosto, ou talvez em setembro já haja condições de implementar as visitas monitoradas. Para isso, será realizado também um novo curso de monitoria ambiental, pois a ideia é que todo passeio seja acompanhado por um monitor. “Não vai ser um parque aberto, como o Orquidário ou o Jardim Botânico, em que você entra e faz a caminhada. Ali é um parque que exige preservação, que requer cuidado especial. Também há cobras, então não dá para fazer a visita sem acompanhamento. Mas já estamos mapeando as trilhas e sabemos que, a partir do momento em que o parque estiver implementado, mediante a compra da área, haverá muita demanda por visitas”.