Velório aconteceu durante todo o dia na igreja em que atuava (Silvio Luiz/AT) Padre Javier Mateo Arana, de 86 anos, morreu na manhã deste sábado (18), em Santos. A morte foi decorrente de complicações em um infarto. Ele estava internado na Santa Casa de Santos desde 30 de junho. Seu corpo foi cremado em cerimônia restrita a parentes e amigos, na Memorial Necrópole Ecumênica. A informação foi confirmada ainda na parte da manhã pela Diocese de Santos, que lamentou a morte do sacerdote e destacou a longa trajetória dele na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, na Ponta da Praia. Espanhol de Bilbao, nascido em 1939, foi ordenado em 1965 e chegou ao Brasil três anos depois, dedicando mais de cinco décadas ao trabalho pastoral na cidade. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O velório aconteceu durante todo o dia na igreja em que atuava. Fiéis formaram filas na porta e, mesmo com o tempo fechado, o movimento não parou. Às 14h30, o bispo coadjutor Dom Joaquim Mol presidiu a missa exequial, celebrada diante do caixão coberto com flores e a batina branca do sacerdote. O silêncio só era interrompido por cânticos e orações. “Padre Javier foi um homem que amou profundamente esta comunidade. Viveu o Evangelho com coragem, sempre ao lado dos pobres e dos que sofrem. Sua vida foi testemunho de serviço e esperança”, disse Dom Joaquim, visivelmente emocionado. Pediu orações Em nota assinada pelo chanceler do bispado, padre Vagner de Souza Argolo, a Diocese pediu orações “pelo descanso eterno de Padre Javier” e agradeceu pelos anos de dedicação: “O Senhor o acolha na plenitude da vida de Cristo Ressuscitado”. A sobrinha do padre, Sara Salvador Mateo, de 55 anos, viajou de Teruel, na Espanha, para a despedida. “Eu percebo muito carinho das pessoas. Sei que ele foi muito feliz aqui. O nosso sentimento é de agradecimento e esperança. A vida termina com a morte, mas continua depois”, disse. Para o paroquiano José Marques, 71 anos, da Pastoral Cáritas Solidária, criada por Javier, “ele abriu a igreja para os pobres, e foi uma voz forte na Baixada Santista pedindo justiça social. Era um pastor querido, amigo e exemplo de fé”, afirmou. O velório reuniu centenas de pessoas e lotou o salão da Paróquia Nossa Senhora do Carmo. Fiéis se apertavam entre os bancos e corredores, muitos com flores nas mãos. O clima era de silêncio e respeito, interrompido apenas pelas orações conduzidas pelos padres da Diocese.