Pacientes com sequelas da Covid-19 iniciam reabilitação em Santos

Sequelas físicas ou emocionais são atendidas por equipe especializada desde o final de 2020

Por: Por ATribuna.com.br  -  09/01/21  -  07:16
Atualizado em 09/01/21 - 07:42
A Seção de Recuperação e Fisioterapia (Serfis) atende pessoas com sequelas da Covid-19
A Seção de Recuperação e Fisioterapia (Serfis) atende pessoas com sequelas da Covid-19   Foto: Divulgação/PMS

“Sempre fui muito ativo e meu preparo físico era bom. Hoje não consigo andar 20 metros sem fazer uma pausa, isso acabou me levando à depressão”. O desabafo é do aposentado José Lopes Cunha, de 71 anos, que ficou quase um mês internado com o novo coronavírus e, nesta sexta-feira (7), iniciou fisioterapia focada na recuperação de pacientes que tiveram Covid-19. O serviço foi criado a partir da ampliação da Seção de Recuperação e Fisioterapia (Serfis), no Centro Integrado de Especialidades e Reabilitação (Cier), inaugurado no final de 2020.


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No caso de Cunha, a reabilitação é necessária devido não só às diversas consequências que o acompanharam após a internação, como fadiga, dor nas articulações e a parte psicológica, mas também pelas comorbidades pré-existentes como problemas cardiovasculares e diabetes.


O aposentado foi internado em junho do ano passado no Pronto-Socorro da Zona Leste, em razão de um infarto, e logo diagnosticado com pneumonia bacteriana, que se revelou como a infecção pelo novo coronavírus em uma tomografia.


Ele foi transferido para o Complexo Hospitalar dos Estivadores, onde recebeu os primeiros cuidados e, após alguns dias, voltou para casa, onde continuou em isolamento. Agora, iniciou a reabilitação para diminuição das sequelas e demonstra confiança no tratamento. “Tenho certeza de que será benéfico para todos nós que contraímos esse vírus, é um serviço maravilhoso do qual todos estamos precisando”.


Grupos de Reabilitação


A Seção de Recuperação e Fisioterapia (Serfis) atende pessoas com sequelas de internação pela Covid-19, sejam respiratórias, musculares ou emocionais. Os pacientes, encaminhados de outras unidades da rede municipal de saúde, são divididos em grupos de cinco pessoas que se encontram uma vez na semana. Atualmente, são três grupos ativos: às quintas-feiras à tarde e às sextas, pela manhã e também à tarde.


A Serfis iniciou as atividades gerais na última segunda-feira (4). Mais de 30 pessoas já passaram pela avaliação inicial, podendo ou não serem encaminhadas para novos grupos de reabilitação. “Na avaliação nós vemos se o paciente está apto a seguir a vida normalmente, ou se necessitará de algum tipo de suporte da unidade. Mesmo aqueles para quem damos alta, na verdade é uma alta supervisionada, já que ligamos uma vez por mês, durante três meses, para ver como o paciente está, e se realmente não precisará retornar”, explica a fisioterapeuta e coordenadora técnica da Serfis, Lúcia Helena dos Santos e Silva.


O Cier foi inaugurado em 29 de dezembro de 2020, e funciona de segunda a sexta, das 7h às 17h. Devido à pandemia, opera com capacidade reduzida, realizando, de acordo com a prefeitura, em média 250 atendimentos por dia.


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