Elaine registrou o homem caído no chão, do lado de fora da UPA, usando um avental hospitalar, debaixo do sol e, como ela descreve em vídeo, ‘jogado às traças’ (Arquivo Pessoal) Uma moradora de Santos acusa os funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central por atenderem um homem em situação de rua e, em seguida, deixá-lo ‘largado’ na frente da unidade, no bairro Vila Mathias, em Santos. O momento foi registrado e divulgado nas redes sociais. Em nota, o Instituto Nacional de Pesquisa e Gestão em Saúde (InSaúde) informou que o paciente está internado. (Veja em vídeo mais abaixo) O caso aconteceu no dia 8 de fevereiro, um sábado. A situação chamou a atenção da bombeira civil Elaine Moita Figo, de 50 anos, que registrou o homem caído no chão, do lado de fora da UPA, usando um avental hospitalar, debaixo do sol e, como ela descreve em vídeo, ‘jogado às traças’. Ela se deparou com a situação quando foi até a unidade para tratar de um problema na coluna. Indignada, entra novamente no hospital e questiona os funcionários e uma das respostas desagradou a mulher. “(O funcionário respondeu) Ele está de camisola, porque chegou sem roupa. Aí, eu falei assim: então, por favor, eu quero falar com a assistente social do UPA, e ele disse que ela não estava.” Ela ainda relembra sua própria experiência, quando esteve em situação de rua e precisou de atendimento, destacando que foi tratada da mesma forma. “O hospital não pode ofertar nenhum tipo de tratamento para que ele se recupere, pelo menos? (...) A gente está falando de uma vida, independente da situação dele”, exclamou. -vídeo face (1.452112) Acusação A bombeira civil relatou que chegou à UPA por volta das 10h e, cerca de duas horas depois, enquanto ainda aguardava atendimento, viu o homem pela primeira vez. Ele havia sido trazido por uma ambulância e estava usando fralda. Um funcionário o conduziu para dentro da unidade em uma cadeira de rodas. De acordo com Elaine, o homem em situação de rua foi levado até a triagem e, em seguida, para a área onde ficam os consultórios. Pouco tempo depois, o funcionário retornou com o homem ainda na cadeira de rodas. Como ela imaginou que ele seria encaminhado para a assistência social, não disse nada e não se preocupou. No entanto, após ser atendida e sair apenas 14h30 da UPA, ela se deparou com o homem no chão. Decidida, resolveu gravar um vídeo para demonstrar a revolta com a situação, na qual aquele homem, identificado como Alex, estava. Nota InSaúde O InSaúde, responsável pela gestão da UPA Central de Santos, informou que o paciente foi avaliado pelo médico e continua internado aguardando estabilização do seu quadro clínico para realização de uma nova avaliação para a realização de sua cirurgia.