Ajudar o garçom tem a ver com empatia e boa convivência social (Freepik) Você ajuda o garçom a tirar a mesa ao comer fora de casa? Saiba que retirar ou não a louça ao sair de um restaurante pode ter significados comportamentais, segundo a psicóloga Márcia Atik. Conforme ela, atitudes como juntar os talheres, evitar sujeira na mesa ou carregar um prato pesado, "além de ajudar o garçom, são práticas de boa convivência que todas as pessoas deveriam ter". Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Infelizmente, de acordo com a psicóloga, a boa convivência nem sempre acontece. "Na sociedade, de uma maneira geral, existe uma relação de poder e servir, e as pessoas se acomodam num papel e não têm o cuidado ou a condição nas necessidades do outro. Pode ser um garçom ou qualquer outra pessoa que nos sirva", diz. Márcia explica que "somos seres sociais e devemos viver sempre tendo em mente que o outro e eu somos parte do mesmo núcleo, e a troca é necessária". O apoio, a ajuda, pode ser, muitas vezes, "um olhar de agradecimento". Para desenvolver o senso de empatia, segundo ela, é necessário "reconhecer a necessidade do outro e, vez ou outra, abrir mão do comodismo para enxergar, elogiar, apoiar, dar espaço ao outro". Tome cuidado Na atualidade, "as atitudes realmente estão muito apressadas e digitalizadas. Tudo é muito econômico: palavras abreviadas, atitudes se tornando quase invisíveis. A gente acaba valorizando o que vê rapidamente ou fica focando no próprio umbigo, por exemplo, e não vê o que está acontecendo em volta", observa a profissional de saúde mental. Apesar da menor atenção ao próximo nos tempos modernos, a psicóloga destaca que "pequenas atitudes de gentileza podem impactar o ambiente e a saúde emocional", tanto de quem faz quanto de quem recebe aquele gesto. "O Martins Fontes falava: ‘Como é bom fazer o bem’. Eu acho que essa troca, além de uma troca de educação, além de uma troca de cuidado com o outro, é uma troca de civilidade e também de amor", conclui Márcia Atik.