Desniveladas ou afundadas, placas e tampas do VLT em Santos produzem barulho intenso com a passagem de veículos no novo trecho (Alexsander Ferraz/AT) Placas e tampas metálicas instaladas ao lado da linha do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) têm chamado a atenção de quem circula diariamente pela Rua João Pessoa, no Centro de Santos, no litoral de São Paulo. Desniveladas ou afundadas, elas produzem barulho intenso com a passagem de veículos, principalmente os mais pesados, e levantam preocupação quanto ao risco de acidentes. O problema ocorre no segundo trecho do VLT, entre a Avenida Conselheiro Nébias e o Valongo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! No cruzamento das ruas João Pessoa e Constituição, uma tampa de águas pluviais também tem provocado reclamações. A cada carro que passa, o impacto gera um ruído alto. A comerciante Ana Gomes, de 63 anos, diz que o barulho assusta e se repete diariamente. “O barulho é insuportável. Quando os pneus caem dentro do buraco ali, é horrível, é o maior barulho. Está bem afundado, está chato, para falar a verdade”. Segundo ela, o problema existe desde o início das obras do VLT. O porteiro Kaique Rodrigues, de 21 anos, afirma que o ruído nunca cessou. “Quando passa um carro mais pesado é pior. Causa um incômodo quase todo dia. A gente está aqui trabalhando, e é desgastante. Nunca vi o pessoal arrumando isso”, afirma ele. Dono de uma marcenaria, José de Oliveira, de 69 anos, aponta que o problema é antigo. “Quando o carro passa, quando o VLT passa, tudo faz barulho. Já mexeram nisso aí várias vezes, mas continua a mesma coisa”, diz. A Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais informou que já está em andamento um cronograma para a substituição de todas as tampas circulares de poço de visita no trecho citado — justamente aquelas que apresentam ruído. Conforme a pasta, as trocas devem ocorrer nas próximas semanas. Serviços de manutenção e reparo são feitos por construtora contratada pela Artesp em Santos, afirma concessionária (Alexsander Ferraz/ AT) Em relação às tampas do VLT, a secretaria esclareceu que se tratam de caixas de passagem de energia do VLT. Segundo o órgão, esses dispositivos vêm apresentando problemas como afundamento e soltura dos batentes e, por isso, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) contatou a Agência de Transporte do Estado (Artesp), responsável pelo VLT, para a adoção de providências. A concessionária BR Mobilidade afirmou que as tampas integram a infraestrutura do VLT e servem para proteção do cabeamento, sem risco à segurança da operação ou dos pedestres. A concessionária acrescentou que os serviços de manutenção e reparo já foram iniciados e são executados por uma construtora contratada pela Artesp.