“A configuração está ideal, mas vamos melhorar, ampliar ainda mais essas câmeras pela Cidade”, afirma o novo secretário (Alexsander Ferraz/AT) O novo secretário de Segurança de Santos, Flávio de Brito Junior, trabalha de forma acelerada. Desde o dia 24, quando foi anunciado no cargo, se reuniu com o comando da Polícia Militar (PM) na região e fará o mesmo com o comando da Polícia Civil. E traz ideias, como ampliar a atuação com bicicletas e a aposta no trabalho preventivo. Confira trechos da entrevista. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Numa primeira análise, quais são os principais desafios? Em que sua experiência vai ajudá-lo na condução do trabalho? Já estive conversando com o comando da Polícia Militar, ajustando algumas ações em conjunto, principalmente em áreas com maior incidência criminal. E, na quinta-feira, tenho reunião também com o delegado seccional da Polícia Civil para me colocar à disposição, para que a gente possa, através de mapeamento, ajudá-las em algumas ações, não só na área criminal, como também de administração pública. Sua antecessora na pasta, Raquel Gallinati, gostava da expressão “polícia municipal”. Essa denominação faz diferença? A Guarda Civil Municipal (GCM) está trocando a função de cuidado com o patrimônio pelo policiamento, em apoio às polícias Civil e Militar? Não. Hoje nós vemos legalmente a mudança de denominação, inclusive ainda está pelo Congresso Nacional, em comissões, para avaliar a aprovação da denominação Polícia Municipal. Só que, mesmo com essa denominação, as atribuições legais em âmbito municipal (Código de Posturas, fiscalização) não mudam. Passaria a ser acrescida de mais essa função. E também está sendo regulamentado quais atribuições caberiam à polícia municipal, para não coincidir com as atribuições da polícia estadual. A Prefeitura convocou, em junho, 50 novos guardas, de um total de 200 aprovados. Tem chance de se anteciparem novas convocações? O prefeito Rogério Santos (Republicanos) autorizou o chamamento de mais de 50, totalizando 100. E, no ano que vem, pretendo chamar mais uns 50, até 70. Vou conversar com ele. Se eu pudesse receber os 200, seria bom. Em termos de infraestrutura (viaturas, motos, armas), como está a GCM hoje? Vou apresentar uma proposta de adequação no número de viaturas, que eu quero diversificar com bicicletas, que é um meio de patrulhamento eficaz, pela facilidade de fazer contato com os comerciantes, patrulhar os locais com grande congestionamento de uma forma preventiva. Não só na orla da praia, como também em áreas comerciais (como Gonzaga, Boqueirão, Rua Carvalho de Mendonça), que necessitam desse patrulhamento. E estender também aos bairros. Houve, recentemente, episódios no Boqueirão de tumulto por parte de alguns jovens. Como avalia a atuação nesse tipo de situação? Pretendo atuar ali de forma bastante preventiva. O que eu tenho agora como piloto é a Guarda Cidadã, na Pompeia e no José Menino. Então, eu tenho uma viatura em local de estacionamento fixo, em alguns horários, e outra patrulhando as imediações para realização de abordagens e contato com pessoas. O piloto foi iniciado nesta semana. O número de câmeras hoje é suficiente ou deve ser ampliado? A configuração está ideal, mas vamos melhorar. Hoje, nós temos aproximadamente 3 mil câmeras, e vamos ampliar ainda mais essas câmeras pela Cidade. Estão equipadas todas as unidades municipais, como de escolas e saúde. Como avalia o problema de pessoas em situação de rua que também são usuárias de drogas, em razão da insegurança que isso gera? Haverá atuação conjunta com a área social? Um dos pontos de estacionamento no José Menino é ali próximo ao túnel do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). A Polícia Militar já tem duas viaturas em rodízio no local. Estou agendando reuniões com os secretários de Desenvolvimento Social e Saúde, para que nós possamos conversar sobre uma ação intersetorial, para que as três secretarias possam atuar em conjunto. Não é igual, mas dá para a gente aprender um pouco com o que foi feito em São Paulo, na Cracolândia. Como deve ser a postura de atuação dos agentes, sobretudo em termos de abordagens? O que eu observo nos agentes de segurança é que eles atuem de forma legal. Sejam legalistas, equilibrados e técnicos. A instrução vem auxiliar na parte técnica, e que eles sejam equilibrados na atuação deles, quando for necessário o uso progressivo da força requerido naquele momento.